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Existe outra maneira de acompanhar uma gestante com fator RH negativo, além do Coombs Indireto, para prevenir a Doença Hemolítica Perinatal?

| 20 ago 2018 | ID: sof-39933
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Para o acompanhamento de gestante com o Fator Rh negativo em relação ao risco de Doença Hemolítica Perinatal (DHP), algumas referências indicam também a Pesquisa de Anticorpos irregulares (PAi), já que o Coombs indireto indica apenas a presença de alguns anticorpos antieritrocitários, ao passo que a PAi é capaz de identificar e titular os anticorpos presentes (1).

A DHP caracteriza-se pela hemólise fetal, com manifestações variadas, que vão desde a anemia fetal leve até hidropsia fetal com anemia grave e icterícia e óbito fetal. Ela ocorre quando uma gestante RhD-negativo é exposta a sangue com células RhD-positivo, frequentemente por conta de hemorragia feto-materna.(1)
Segundo o Ministério da Saúde, são recomendadas as seguintes medidas que ajudam a antecipar o diagnóstico da DHP: (2)
Período pré-gestacional: detecte a mulher com risco de desenvolver isoimunização materno-fetal, pela solicitação da tipagem sanguínea com definição do fator Rh. Caso se identifique fator Rh negativo, deve-se pesquisar a presença do anticorpo anti-D, por meio do teste de Coombs indireto.
Período pré-natal: Se forem identificados anticorpos anti-D (Coombs indireto positivo), as gestantes devem ser encaminhadas ao pré-natal de alto risco, no qual se determinará a intensidade da hemólise provocada no feto e poderão ser indicados procedimentos invasivos com maior brevidade. Caso o Coombs indireto resulte negativo, ele deve ser novamente solicitado a cada 4 semanas, após a 24ª semana gestacional.
Período pós-natal: tem o objetivo de proteger as gestações futuras. Promove-se, na gestante com Rh negativo, a pesquisa do grupo sanguíneo e do fator Rh no sangue do recém-nascido, assim como o teste de Coombs direto para verificar a presença de anticorpos maternos anti-D no seu sangue. Se o recém-nascido for Rh positivo e seu Coombs direto for negativo, a mãe deverá receber 300mcg de imunoglobulina anti-D nas primeiras 72 horas após o parto
O acompanhamento seguinte ao diagnóstico de aloimunização pode ser feito com titulação de anticorpos maternos, parâmetros ultrassonográficos fetais, parâmetros dopplervelocimétricos fetais e cardiotocografia.(1,3)
A imunoglobulina também é indicada em gestantes RhD negativo, não sensibilizadas com 28 semanas de gestação, nos casos de abortamento, gravidez ectópica, nas síndromes hemorrágicas na gestação, óbito intrauterino, após procedimento invasivo, trauma abdominal, realização de versão cefálica externa ou transfusão de sangue incompatível.(1)

Bibliografia Selecionada

1. Zugaib Obstetrícia. Editor Marcelo Zugaib; Editora associada Rossana Pulcineli Vieira Francisco; [ilustrações Sirio José Braz Cançado].  3 ed – Barueri, SP.Manole. 2016.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília:Editora do Ministério da Saúde. Série A. Normas e Manuais Técnicos. (Cadernos de Atenção Básica, 32), 2012:320p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf
3. Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Obstetricia. Protocolos Assistenciais. Doença Hemolítica Perinatal. Disponível em: http://www.me.ufrj.br/images/pdfs/protocolos/obstetricia/doenca_hemolitica_perinatal.pdf  Acesso em 15/05/18