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Como é realizado o exame de baciloscopia para hanseníase?

| 11 mar 2019 | ID: sof-41641
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Em pacientes com lesões cutâneas visíveis ou áreas com alteração de sensibilidade, a coleta deverá ser feita em lóbulo auricular direito (LD), lóbulo auricular esquerdo (LE), cotovelo direito (CD) e lesão (L), conforme a figura 1. Nas lesões planas, coletar no limite interno. Nos nódulos, tubérculos e placas eritematosas marginadas por microtubérculos, coletar no centro.

Figura 1. Disposição dos esfregaços em lâmina de vidro.  Fonte: Brasil, 2010, p. 17.

Figura 1. Disposição dos esfregaços em lâmina de vidro.
Fonte: Brasil, 2010, p. 17.

Em pacientes que não apresentam lesões ativas visíveis, colher material do lóbulo auricular direito (LD), lóbulo auricular esquerdo (LE), cotovelo direito (CD) e cotovelo esquerdo (CE), conforme figura 2.

Figura 2. Disposição dos esfregaços em lâmina de vidro  Fonte: Brasil, 2010, p. 17.

Figura 2. Disposição dos esfregaços em lâmina de vidro
Fonte: Brasil, 2010, p. 17.

Para realizar a coleta é necessário que o procedimento ocorra em sala específica já identificada nas UBS. É importante que ela seja arejada, limpa e com boa iluminação. Para realização da coleta, seguir os passos descritos abaixo:

a) Acomodar o paciente confortavelmente.
b) Explicar o procedimento que será realizado. No caso de criança explicar também para a pessoa responsável.
c) Observar indicações dos sítios de coleta na solicitação médica.
d) Manusear a lâmina pelas bordas evitando colocar os dedos no local onde a amostra será distribuída.
e) Identificar a lâmina com as iniciais do nome do paciente, o número de registro da unidade e data da coleta.
f) No momento de cada coleta fazer antissepsia com álcool a 70ºGL ou 70%, dos sítios indicados na solicitação médica.
g)Com o auxílio da pinça Kelly, fazer uma prega no sítio de coleta, pressionando a pele o suficiente para obter a isquemia, evitando o sangramento. Manter a pressão até o final da coleta tomando o cuidado de não travar a pinça (figura 3).

Figura 3 – Pregueamento do sítio de coleta (isquemia) e incisão para coleta do material. Fonte: Normas Técnicas e procedimentos para o Exame Baciloscópico em Hanseníase – MS – 1989 apud Brasil, 2010, p. 17.

Figura 3 – Pregueamento do sítio de coleta (isquemia) e incisão para coleta do material.
Fonte: Normas Técnicas e procedimentos para o Exame Baciloscópico em Hanseníase – MS – 1989 apud Brasil, 2010, p. 17.

h) Fazer um corte na pele de aproximadamente 5mm de extensão por 3mm de profundidade. Colocar o lado não cortante da lâmina do bisturi em ângulo reto em relação ao corte e realizar o raspado intradérmico das bordas e do fundo da incisão, retirando quantidade suficiente e visível do material. Se fluir sangue no momento do procedimento (o que não deverá acontecer se a compressão da pele estiver adequada) enxugar com algodão.
i) Desfazer a pressão e distribuir o material coletado na lâmina, fazendo movimentos circulares do centro para a borda numa área aproximadamente de 5 – 7mm de diâmetro, mantendo uma camada fina e uniforme.
j) O primeiro esfregaço deverá ser colocado na extremidade mais próxima da identificação do paciente (parte fosca), e o segundo próximo ao primeiro observando uma distância, de pelo menos 0,5cm entre cada amostra e assim sucessivamente. Os esfregaços devem estar no mesmo lado da parte fosca da lâmina.
k) Entre um sítio e outro de coleta, limpar a lâmina do bisturi e a pinça utilizada com algodão ou gaze embebido em álcool 70°GL ou 70%, para que não ocorra a contaminação entre eles.
l) Fazer curativo compressivo e nunca liberar o paciente se estiver sangrando.

Bibliografia Selecionada

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de VigilâncIa em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de procedimentos técnicos: baciloscopia em hanseníase / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_procedimentos_tecnicos_corticosteroides_hanseniase.pdf