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Como utilizar o ácido fólico no período gestacional?

| 29 mai 2015 | ID: sof-21282
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De acordo com orientações atualizadas do Ministério da Saúde, a suplementação vitamínica com ácido fólico é recomendada para a mulher em idade fértil, dois meses antes de engravidar e nos dois primeiros meses da gestação. O ácido fólico é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, que atua no processo de multiplicação das células e na formação de proteínas estruturais da hemoglobina.

O objetivo é prevenir defeitos no tubo neural do feto, formado no momento inicial da gravidez. A ingestão da substância reduz em até 75% o risco de má formação dessa estrutura, prevenindo casos de anencefalia, paralisia dos membros inferiores, incontinência urinária e intestinal dos bebês, além de diferentes graus de retardo mental e de dificuldades de aprendizagem escolar. A dose para suplementação do acido fólico é de 400 µg (0,4 mg) diariamente. Sua forma natural, o folato, é encontrada em vegetais de folha verde escura, como couve, brócolis e espinafre, porém ele é mal absorvido pelo organismo. Dessa forma, a forma sintética é a alternativa mais eficaz e prática para a mulher. Anteriormente, a recomendação preconizada era de que fosse iniciado pelo menos 30 dias antes da mulher engravidar e mantido no primeiro trimestre da gestação com esse objetivo, mas que sua ingestão poderia ter continuidade até o fim da gravidez, para evitar anemia megaloblástica por deficiência de folato na dieta.
Vários serviços estabelecem protocolos próprios para o acompanhamento pré-natal, provocando mudanças nessa conduta. Em uma unidade de referência em saúde da mulher da Cidade de Recife/Pernambuco, por exemplo, ele é prescrito até a 20ª semana de gravidez. É interessante tomar conhecimento sobre os protocolos utilizados em cada localidade. Em caso do município ou instituição não dispor de protocolo próprio, deve-se seguir as recomendações do Ministério da Saúde. O mais importante é recomendar o uso do ácido fólico no momento inicial da gestação.

Bibliografia Selecionada

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 32. In: Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde; 2012. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf Acesso em: 25 maio 2015.
  2. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Recomendação nº 2/13, em 19 de setembro de 2013. Saúde da mulher e da criança: CFM recomenda o uso de ácido fólico para gestantes. Brasília, 2013. Disponível em: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24374:saude-da-mulher-e-da-crianca-cfm-recomenda-o-uso-de-acido-folico-para-gestantes&catid=3. Acesso em: 25 maio 2015.
  3. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Diretriz: Suplementação diária de ferro e ácido fólico em gestantes. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2013. Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/77770/9/9789248501999_por.pdf Acesso em: 25 maio 2015.
  4. Glorimar R.; Pereira S.E.; Trugo N.M.; Longitudinal change in plasma total homocysteine during pregnancy and postpartum in brazilian women and its relation with folate status and other factors. Int. J. Vitam. Nutr. Res. 74 (2): 95-101, Março, 2004. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15255446 Acesso em: 25 maio 2015.