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É necessário realizar teste de vitalidade em casos de traumatismo dentário envolvendo apenas o esmalte?

| 02 mar 2018 | ID: sof-37488
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O teste de vitalidade pulpar com estímulo frio possui grande valor diagnóstico para confirmação de necrose pulpar em dentes permanentes. Entretanto, tem seu uso limitado nos casos de dentes recém-traumatizados, pois se pode ter uma resposta negativa à vitalidade sem existência de necrose pulpar. Nos casos de dentição decídua seu uso deve ser evitado devido à baixa confiabilidade(1).

Para dentes permanentes a conduta, segundo o Manual do Ministério da saúde é(1):
1-Fratura incompleta de esmalte (trinca): realiza-se o controle da sensibilidade pulpar na sexta e na oitava semanas após a ocorrência do trauma dentário. Fratura de esmalte: realiza-se plastia do esmalte (regularização) ou restauração direta em resina composta. Indica-se controle radiográfico e da sensibilidade na sexta e na oitava semanas após a ocorrência do trauma dentário.
2-Fratura não complicada de coroa: procede-se à proteção da dentina exposta por colagem de fragmento dental, por restauração direta em resina composta ou, ainda, por capeamento pulpar indireto com hidróxido de cálcio e selamento com cimento de ionômero de vidro. Indica-se controle radiográfico e da sensibilidade na sexta e na oitava semanas após a ocorrência do trauma dentário.
3-Fratura complicada de coroa: realiza-se capeamento pulpar direto, pulpotomia ou pulpectomia. Em seguida, procede-se à colagem do fragmento dental, à restauração direta em resina composta ou, ainda, ao selamento com cimento de ionômero de vidro. Indica-se controle radiográfico periódico na sexta e na oitava semanas após a ocorrência do trauma dentário.
Para dentes decíduos a conduta, segundo o manual do Ministério da Saúde é(1):
1-Fraturas que envolvam somente o esmalte ou o esmalte e a dentina sem exposição pulpar: o tratamento indicado nesses casos é plastia de esmalte (regularização) ou restauração direta em resina composta. O controle radiográfico está indicado na sexta semana após o trauma.
2- Fratura de esmalte e dentina com exposição pulpar:quando a exposição pulpar ocorre, podem ser realizados capeamento pulpar e/ou pulpotomia, desde que o referido dente não esteja no período de esfoliação. Deve-se realizar acompanhamento periódico da evolução do caso.
3-Fraturas corono-radiculares: o tratamento de eleição nesses casos é a exodontia.
4-Fraturas radiculares: nos casos de fraturas radiculares segue-se a mesma orientação recomendada para os dentes permanentes. Entretanto, se houver indicação de exodontia, o fragmento apical não deverá ser removido e a contenção poderá ser dispensada.

Para todos os casos, o acompanhamento é essencial para o diagnóstico de possíveis complicações, sendo que o intervalo entre os retornos é condicionado pelo tipo de trauma e pela conduta terapêutica aplicada(1).
OBS: Plastia – desgaste seletivo do esmalte e polimento da superfície com lixas e pasta polidora.

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.Saúde Bucal. Caderno de Atenção Básica (17). Brasília : Ministério da Saúde, 2008:92p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal.pdf Acesso em 22 de agosto de 2017.