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Gestantes podem ser submetidas à exodontias?

| 12 jul 2017 | ID: sof-36609
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Durante o primeiro trimestre de gestação, apenas os casos que precisam de tratamento de urgência devem ser realizados, pois problemas da cavidade bucal podem comprometer a nutrição, contribuir para infecções e disseminação de patógenos no sangue, gerando riscos para a gestante e o feto1.

Estudos demonstram que o período mais seguro para tratamento é durante o segundo trimestre de gestação1,2,3,4. A maioria dos tratamentos odontológicos podem ser realizados durante a gestação, como por exemplo, tratamento periodontal e endodôntico, restaurações dentárias e instalações de próteses1. Porém, o profissional deve se atentar para que a duração do procedimento seja limitada, minimizando dosagens anestésicas e de medicações, adequando a posição na cadeira e evitando consultas matinais devido ao risco de hipoglicemia e ânsia de vômito2,4.

As exodontias devem ser realizadas, com segurança, de preferência no segundo trimestre de gestação e tratamentos seletivos, como cirurgias mais invasivas, devem ser programadas para o período de pós-parto1,4. De acordo com o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, 5 as exodontias não complexas podem ser realizadas a qualquer momento, porém a partir do quinto mês de gestação, as probabilidades de intercorrências são mínimas2.
As gestantes são consideradas pacientes especiais por fazerem parte de um grupo de risco para doenças bucais e por apresentarem alterações físicas, biológicas e hormonais que criam condições adversas no meio bucal1,3,4.

É importante que o cirurgião-dentista informe a paciente gestante que o pré-natal odontológico deve ser realizado, uma vez que atrasar o tratamento pode resultar em problemas mais complexos5, como infecções, que podem influenciar a saúde tanto a mãe quanto do feto1,4. Além disso, as orientações de saúde bucal compartilhadas com a gestante podem proporcionar mudanças em seu comportamento, que poderão ser capazes de influenciar positivamente a saúde do seu bebê1.

 

Atributos da APS
O acesso das gestantes aos serviços de saúde deve ser garantido para a realização do pré-natal, incluindo o odontológico. Dessa forma, as ações de promoção de saúde poderão ser realizadas, bem como os tratamentos necessários, promovendo a saúde materno-infantil.

Bibliografia Selecionada

1. Prestes ACG, Martins AB, Neves M, Mayer RTR. Saúde bucal materno-infantil: uma revisão integrativa. RFO. 2013;18(1):112-9. Disponível em: http://seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/3252
2. Oliveira EC, Lopes JMO, Santos PCF, Magalhães SR. Atendimento odontológico a gestantes: a importância do conhecimento da saúde bucal. Rev Universidade Vale do Rio Verde. 2014; 4(1):11-23. Disponível em: http://periodicos.unincor.br/index.php/iniciacaocientifica/article/view/1550
3. Costa AMDD, Nascimento EP, Andrade FS, Terra FS. Gestantes frente ao tratamento odontológico. Rev Bras Odontol. 2012; 69(1):125-30. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/pdf/rbo/v69n1/a28v69n1.pdf
4. Moreira MR, Santin GC, Matos LG, Gravina DBL. Pré-natal odontológico: noções de interesse. J Manag Prim Heal Care. 2015; 6(1):77-85. Disponível em: http://www.jmphc.com.br/saude-publica/index.php/jmphc/article/view/234
5. American College of Obstetricians and Gynecologists. Oral health care during pregnancy ant through the lifespan. Committee Opinion No. 569. Obstet Gynecol. 2013; 122:417-22. Disponível em: http://journals.lww.com/greenjournal/fulltext/2013/08000/Committee_Opinion_No__569___Oral_Health_Care.47.aspx