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Pacientes com osteoporose em uso prolongado de cálcio e vitamina D podem receber alendronato em associação?

| 25 out 2018 | ID: sof-40978
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Sim, pode ser associado o bifosfonato (alendronato) para o tratamento de osteoporose de pacientes com uso prolongado (mais de 5 anos) de cálcio e vitamina D. Todavia deve ser reavaliada sua continuidade após 5 anos de uso, considerando os riscos e benefícios.

Devido à característica de acúmulo dos bifosfonatos nos ossos, eventos adversos sérios têm sido reportados. Estudos sugerem que a terapia com alendronato para além de 5 anos não diminui significativamente o risco de fraturas, exceto o risco de fraturas vertebrais clinicamente diagnosticadas.
Em pacientes com osteoporose, recomenda-se avaliar as concentrações plasmáticas de 25(OH)D antes de se iniciar o tratamento. Em pacientes deficientes de vitamina D, a reposição deve ser iniciada com 50.000 UI por semana durante 8 semanas e, então, reavaliar. Como doses de manutenção recomendam-se doses diárias de 1.000-2.000 UI e valores séricos acima de 30 ng/mL para a prevenção do hiperparatireoidismo secundário, melhoria da massa óssea, redução do risco de quedas. Tratamentos com altas doses de vitamina D não estão indicados.
Particularmente pacientes com fraturas de fragilidade prévia devem receber o bifosfonato sem a necessidade de uma avaliação adicional com a medida da densidade mineral óssea. Sua realização no seguimento pode ser avaliada, particularmente em mulheres na pós-menopausa mais jovens, e com finalidade de monitoramento do tratamento.

Bibliografia Selecionada

1. Radominski SC. et al. Diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Rev. Bras. Reumatol. 2017; 57 (Suppl 2): s452-s466. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbr/v57s2/pt_0482-5004-rbr-57-s2-s452.pdf