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Parceria sexual assintomática de paciente com uretrite gonocócica deve ser tratada?

| 03 dez 2018 | ID: sof-41344
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Parcerias sexuais devem sempre ser tratadas uma vez que, mesmo assintomáticas, podem ser portadoras do gonococo e perpetuarem a transmissão desta bactéria. Assim, todos os contatos sexuais dentro dos últimos 60 dias necessitam de avaliação clínica e tratamento.

Além disso, devido à prevalência aumentada de coinfecção por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, está indicado o tratamento associado para clamídia.
O esquema terapêutico indicado consiste em um fármaco para tratamento da infecção por gonococo (ceftriaxona 250 mg, intramuscular, dose única ou ciprofloxacino 500 mg, via oral, dose única ou cefixima 400 mg, via oral, dose única) associado a um fármaco para tratamento da infecção por clamídia (azitromicina 1 g, via oral, dose única ou doxiciclina 100 mg, via oral, a cada 12 horas, por 7 dias), tanto para o paciente como para a parceria sexual. O uso da ciprofloxacina está contraindicado nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo devido à resistência antimicrobiana. Nesses estados, na indisponibilidade de ceftriaxona, poderá ser utilizada, como alternativa, outra cefalosporina de terceira geração no tratamento de infecção pelo gonococo como a cefotaxima 1.000 mg, intramuscular, dose única.
Deve-se orientar abstinência sexual por 7 dias ou até que os contatos sexuais sejam adequadamente tratados. Também é importante orientar o uso de preservativos e oferecer testagem para HIV e para outras doenças sexualmente transmissíveis.

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: http://www.aids.gov.br/system/tdf/pub/2015/57800/miolo_pcdt_ist_22_06_2016_graf_pdf_11960.pdf?file=1&type=node&id=57800&force=1
2. Duncan BB. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
3. Swyagard H, Seña AC, Cohen MS. Treatment of uncomplicated gonococcal infections. Waltham (MA): UpToDate; 2016. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/treatment-of-uncomplicated-gonococcal-infections