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Por que gestantes tem tendência maior para desenvolver anemia?

| 02 mar 2018 | ID: sof-37506
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Na gestação, o volume plasmático é maior em relação ao volume eritrocitário, ocorrendo gradativamente queda do hematócrito, hemoglobina e viscosidade sanguínea, conduzindo a um estado de hemodiluição, caracterizando anemia fisiológica da gravidez. A anemia pode ocorrer por perda sanguínea, destruição excessiva dos eritrócitos ou deficiência de sua produção(1).

Anemia na gestação, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é definida como nível de hemoglobina abaixo de 11g/dL. Classifica‐se a anemia na gestação em leve (9 e 11 g/dL), moderada (7 e 9 g/dL) ou grave (abaixo de 7 g/dL). A anemia da puérpera é definida com uma taxa de hemoglobina abaixo de 10 g/dL nas primeiras 48 horas ou abaixo de 12 g/dL nas primeiras semanas após o parto(1,2).
Na suspeita de anemia, deve-se solicitar um hemograma completo (com os índices hematimétricos e avaliação de esfregaço periférico) e dosagem de ferritina. Existem outros exames complementares que auxiliam no diagnóstico, tais como: testes para avaliar o perfil do ferro no organismo, dosagem do ferro sérico, a capacidade total de ligação de ferro e saturação da transferrina, porém todos são passíveis de mudanças em função dos mecanismos adaptativos fisiológicos próprios da gestação(1).
As principais causas de anemia na gestação são: deficiência de ferro; deficiência de ácido fólico; deficiência de vitamina B12; hemoglobinopatias (anemia falciforme, talassemias); perda sanguínea crônica (sangramentos gastrointestinais ocultos)(1).

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico. 5. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde. Série A. Normas e Manuais Técnicos. 2012: 302 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf Acesso em: 22 de agosto de 2017.
2. Rio de Janeiro. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Recomendação sobre a suplementação periconcepcional de ácido fólico na prevenção de defeitos de fechamento do tubo neural. FEBRASGO: 2012. Disponível em:  https://www.febrasgo.org.br