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Quais abordagens para maior adesão à cessação ao tabagismo?

| 11 abr 2017 | ID: sof-36450
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Existem diferentes tipos de abordagem que permitem a maior adesão ao tratamento. Uma dessas é a denominada intensiva ou específica, que é definida como o contato profissional-usuário superior a 10 minutos de duração para cada encontro e é considerada uma das mais indicadas, sempre que factível, por apresentar as maiores taxas de sucesso para cessação definitiva do tabagismo. Uma meta-análise concluiu que a chance de se alcançar a abstinência do tabaco, em comparação a nenhum contato profissional-usuário, é 1,3 vezes maior para abordagem mínima/ breve (< 3 minutos), 1,6 vezes maior para abordagem de baixa intensidade/básica (3-10 minutos), e 2,3 vezes maior para abordagem de alta intensidade/intensiva (> 10 minutos). A principal diferença para a abordagem básica, como o próprio nome sugere, é a intensidade do acompanhamento, disponibilizando um maior período de tempo para análise e discussão dos avanços alcançados, das dificuldades encontradas e das informações relacionadas. A abordagem intensiva é resumida, tal qual a abordagem básica consiste em perguntar e avaliar, aconselhar, preparar e acompanhar. Embora a utilização das intervenções mais intensivas possam aumentar as taxas de abstinência, estas intervenções frequentemente apresentam alcance limitado por conseguir incluir apenas poucos fumantes, o que pode ser inviável em muitos cenários da Atenção Básica 1,2.

Em relação às estratégias de intervenções para a cessação do tabagismo, o quadro 1, apresenta as possibilidades de intervenções na cessação do tabagismo com os respectivos graus de evidências 3.

 

Quadro 1 – Intervenções para a cessação do tabagismo e as respectivas evidências.

Intervenções Grau de evidência
Maior número de sessões de aconselhamento com medicamentos é mais eficaz do que intervenções mais intensas e isoladas Grau A
Mais sessões e mais longas são mais eficazes do que intervenções menos intensivas. Grau A
As intervenções comportamentais intensivas estão associadas ao aumento da cessação do tabagismo. Grau B
Combinações de intervenções (aconselhamento proativo por telefone, aconselhamento em grupo e aconselhamento individual) aumentam as taxas de abstinência e devem ser encorajados. Grau A
Aconselhamento prático como o reconhecimento de situações que aumentam o risco de recaída e desenvolver habilidades de enfrentamento. Grau B
Apoio e incentivo informando paciente da idade dos benefícios cessação do tabagismo em 12 meses. Grau A
O aconselhamento individual da cessação do tabagismo face-a-face podem ajudar os pacientes a parar de fumar. Grau A
A entrevista motivacional parece aumentar modestamente a cessação do tabagismo em comparação com os cuidados habituais ou aconselhamento breve. Grau B
A terapia de grupo pode ser mais eficaz do que os programas de autoajuda. Grau B
O aconselhamento telefónico podem ajudar os fumantes interessados ​​em parar de fumar. Grau B

Bibliografia Selecionada

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 761, de 21 de junho de 2016. Brasília, Distrito Federal. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa-nacional-controle-tabagismo/tratamento-do-tabagismo#referencias. Acesso em: setembro de 2016.
  2. Centers for Disease Control and Prevention. Best Practices for Comprehensive Tobacco Control Programs. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health, 2014. Disponível em: http://www.cdc.gov/tobacco/stateandcommunity/best_practices/pdfs/2014/comprehensive.pdf. Acesso em: Outubro de 2016.
  3. DynaMed Plus [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Information Services. 1995. Record No. 576484. Counseling for tobacco cessation; updated 2016 Jun 27. Available from: https://www.dynamed.com/topics/dmp~AN~T576484/Counseling-for-tobacco-cessation. Acess in: october, 2016.