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Quais as formas de prevenção e de tratamento para câncer de pele?

| 05 abr 2018 | ID: sof-37678
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O câncer da pele é a neoplasia de maior incidência no Brasil, com uma estimativa de 171.840 mil novos casos (incluindo melanoma e não melanoma) previstos em 2018, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). A doença é causada por células que sofreram algum tipo de mutação e se multiplicaram desordenadamente, criando um tecido doente, o tumor(1-4).

Compreender os fatores que contribuem para a proteção e para a exposição à doença é extremamente importante, para prevenir o aparecimento da doença.
A maioria dos cânceres da pele está relacionada à exposição ao sol, por isso é muito importante adotar medidas de proteção para evitar o aparecimento da doença. Medidas como evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos(4). A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:
• Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
• Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
• Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
• Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
• Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
• Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
• Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
Quanto ao tratamento do câncer de pele não melanoma, há diversas opções terapêuticas. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a cirurgia é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide. Porém, o carcinoma basocelular de pequena extensão pode ser tratado com medicamento tópico (pomada) ou radioterapia. Já contra o carcinoma epidermoide, o tratamento usual combina cirurgia e radioterapia(4).
Para o câncer de pele tipo melanoma primário a excisão é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase o melanoma é incurável na maioria dos casos e a estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente(4).
Complementação
O culto ao corpo e a valorização estética do bronzeado, associados a mensagens veiculadas pela mídia, tem contribuído a cada dia para que pessoas fiquem mais expostas a radiações solares prolongadas e, por vezes, de forma desprotegida.
Apesar dos grupos de maior risco para o aparecimento do câncer de pele serem os do fototipo I e II, ou seja, pessoas de pele clara, que apresentam sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros é importante que todas as pessoas adotem medidas de proteção contra o câncer de pele, uma vez que a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, contribuindo assim para que as pessoas de todos os fototipos tornem-se mais vulneráveis a cada dia.
Pessoas que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados no que diz respeito à prevenção da doença(4).
A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas. A exposição solar em excesso também pode causar tumores benignos (não cancerosos) ou cancerosos, os não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) e o melanoma(4).
O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas(2).
A pele considerada maior órgão do corpo humano é heterogênea, fato que contribui para que o câncer de pele não melanoma possa apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo(2).
Entre os tumores de pele, o tipo não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apesar de apresentar a maior incidência entre os cânceres de pele o tipo melanoma apresenta baixa mortalidade e apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente(2).
Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando além de sofrimento físico, sofrimento psicológico aos pacientes(4).
Atributos da APS
O manejo do câncer de pele exige abordagem de vários atores envolvidos no cuidado e a longitudinalidade do cuidado está presente, tornando o acompanhamento contínuo no decorrer do tempo, pois se trata de doença que requer seguimento regular.

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2018: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2018. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/estimativa-2018.pdf Acesso em: 3 abr. 2018
2. Tipos de câncer: pele não melanoma. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma Acesso em: 03 abr. 2018
3. Tipos de câncer: pele melanoma. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/tratamento Acesso em: 03 abr. 2018
4. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Câncer de pele: o que é? Disponível em: http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/ Acesso em: 03 abr. 2018