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Quais os cuidados no tratamento odontológico de idosos acima de 80 anos?

| 29 jan 2010 | ID: sof-3732
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Considerando-se as diferenças fisiológicas, patológicas e psicológicas decorrentes do processo de envelhecimento, é imprescindível atentarmos para algumas questões durante os procedimentos odontológicos.
Devemos sempre considerar que estes pacientes apresentam baixa resistência ao estresse, atraso no reparo de feridas, susceptibilidade a infecção, principalmente naqueles que tomam corticóides e apresentam alterações sistêmicas (ex:diabetes), hipotensão postural naqueles que tomam anti-hipertensivos e alterações de coagulação naquele que utilizam anticoagulantes, por exemplo.
É fundamental determinar a capacidade física e emocional do paciente. A anamnese deve ser eficiente, para que possamos reconhecer as alterações sistêmicas e prevenirmos de complicações e sequelas.
Algumas vezes, tal procedimento pode não revelar com exatidão a realidade, devido à deficiência de memória dos usuários, problemas auditivos, dificuldades para entender e responder as perguntas. Assim, o prontuário de família é um recurso de suma importância, pois contem todo o histórico de saúde daquele indivíduo.
Deve-se também avaliar qual o grau de autonomia e motilidade que o usuário apresenta. É prudente verificar se existe alguma condição sistêmica (acuidade visual, deficiência de memória) que dificulte a tomada de medicamentos. Nestes casos, a presença de algum familiar/ cuidador se faz necessária. É importante avaliar quais são os medicamentos em uso e possíveis interações com os fármacos comumente utilizados em odontologia.
Além disso, a maioria dos idosos tolera bem os procedimentos quando realizados pela manhã, exceção feita aos portadores de enfermidade pulmonar crônica. Optar por sessões breves e procedimentos não extensos.
Em relação aos procedimentos odontológicos, os cirúrgicos requerem maiores cuidados, devendo-se minimizar o trauma, manejar os tecidos delicadamente, utilizar técnicas hemostáticas eficientes para diminuir o sangramento. Além disso, deve-se considerar que alguns fármacos levam a xerostomia e podem influenciar o desenvolvimento de cáries e também da doença periodontal.
As lesões estomatológicas devem ser investigadas, principalmente em idosos com fatores de risco para o câncer bucal.

Bibliografia Selecionada

  1. Souza CMR, Pinelli LAP, Aranega A. Odontologia geriátrica: promoção e manutenção de saúde ao alcance do clínico geral. Arq. Cien. Saúde Unipar [Internet]. 1997 [citado 2010 Jan 28];1(1):59-63. Disponível em: http://revistas.unipar.br/saude/article/viewFile/877/765
    Acesso em: 29 janeiro 2010.
  2. Macêdo DN, Carvalho SS, Lira SS, Sena CA, Bezerra EAD. Proposta de um protocolo para o atendimento odontológico do paciente idoso na atenção básica. Odontol. clín. cient [Internet]. 2009 [citado 2010 Jan 28];8(3):237-43. Disponível em:http://www.cro-pe.org.br/revista/v8n3/7.pdf Acesso em: 29 janeiro 2010.