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Quais os tipos de traumatismos podem ocorrer na dentição decídua e seus respectivos tratamentos?

| 27 ago 2009 | ID: sof-2832
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Abaixo, quadro comparativo entre os tipos de traumatismos na dentição decídua e respectivos tratamentos. Este material esta disponível no site do TelessaúdeRS.

Classificação

Conceito

Aspectos Clínicos

Aspectos Radiográficos

Tratamento

Prognóstico e preservação

Concussão Traumatismo de pequena intensidade sobre os tecidos de sustentação dentária, sem alterar a posição ou provocar mobilidade dentária. Não apresenta deslocamento ou aumento de mobilidade, ocorrendo apenas sensibilidade à percussão ou oclusão. Não são observadas alterações. Não requer intervenção imediata.Dieta líquida nas primeiras 48h.Remoção de hábitos de sucção não-nutritivos. Risco de necrose pulpar e reabsorção radicular são baixos.Acompanhamento clínico e radiográfico 30 e 120 dias após o traumatismo
Subluxação Traumatismo de intensidade moderada nos tecidos de sustentação, que determina mobilidade dentária sem mudança de posição. O dente apresenta mobilidade leve, moderada ou severa.Presença de sangramento em torno do sulco gengival, indicando lesão aos tecidos periodontais.Queixas de sensibilidade ao toque. Não apresenta alterações. Não requer intervenção imediata. Em casos de grande mobilidade, pode-se optar pela contenção.Dieta líquida nas primeiras 48h.Remoção de hábitos de sucção não-nutritivos.Sugere-se utilização de clorexidina 0,12% com gaze sobre o local do trauma. Risco de necrose pulpar e reabsorção radicular são baixos.Acompanhamento clínico e radiográfico 30 e 120 dias após o traumatismo
Luxação Lateral Deslocamento do dente no sentido palatino, vestibular, mesial ou distal. O dente assume nova posição na arcada, podendo haver mobilidade, sangramento e laceração dos tecidos periodontais adjacentes.Verificar a oclusão e o sentido do deslocamento dentário. Percebe-se o deslocamento do dente dentro do alvéolo, observando-se o aumento no espaço periodontal.Determinar a posição do dente decíduo em relação ao germe do permanente. Observar a relação de simetria com o dente homólogo. Observar o grau de rizólise; tempo decorrido do trauma; magnitude do deslocamento; presença de fratura da parede alveolar; relação com o dente permanente; interferência oclusal.Em caso de manutenção dentária: reposicionamento dentário seguido de contenção.Verificar oclusão.Dieta líquida nas primeiras 48h.Remoção de hábitos de sucção não-nutritivos.

Sugere-se utilização de clorexidina 0,12% com gaze sobre o local do trauma.

Favorável.Controle clínico e radiográfico em 15, 30, 60 e 120 dias.
Luxação Intrusiva Deslocamento do dente para o interior do seu alvéolo, em direção axial O dente pode estar em leve infra-oclusão ou totalmente desaparecido.Possível presença de abaulamento da tábua óssea vestibular. Edema em tecidos moles.Graus variados de mobilidade.Ao teste de percussão, observa-se som metálico. Presença do dente dentro do tecido ósseo.Imagem do dente intruído alongada em relação ao homólogo: Aproximação com o dente sucessor.Imagem do dente intruído encurtada: provável afastamento em relação ao permanente. Observar a direção do deslocamento e ocorrência de fratura alveolar.Indica-se exodontia quando o dente decíduo deslocar-se em direção ao permanente. A fratura da tábua óssea alveolar também direciona o tratamento para a exodontia.Indica-se a proservação dentária quando o dente decíduo afastar-se do permanente. Aguardar a reerupção do dente decíduo entre 2 a 4 semanas.Dieta líquida nas primeiras 48h.Remoção de hábitos de sucção não-nutritivos.

Sugere-se utilização de clorexidina 0,12% com gaze sobre o local do trauma.

Observar necessidade de indicação antibiótica.

Alto risco para necrose pulpar e perda dentária.Controle clínico e radiográfico em 15, 30, 60 e 120 dias.
Luxação Extrusiva Deslocamento parcial do dente fora do seu alvéolo. Dente deslocado para fora do alvéolo; presença de grande hemorragia. Desnível entre os bordos incisais e aumento do espaço periodontal.Realizar diagnóstico diferencial com a fratura radicular. Observar o grau de rizólise; tempo decorrido do trauma; magnitude do deslocamento; presença de fratura da parede alveolar.Em caso de reposição dentária, a contenção está indicada.Dieta líquida nas primeiras 48h.Remoção de hábitos de sucção não-nutritivos.Sugere-se utilização de clorexidina 0,12% com gaze sobre o local do trauma.

Observar necessidade de indicação antibiótica.

Risco para necrose pulpar e perda dentária.Controle clínico e radiográfico em 15, 30, 60 e 120 dias.
Avulsão Deslocamento parcial do dente fora do seu alvéolo. Ausência do dente.Considerar a possibilidade de intrusão total. Avaliar estruturas ósseas e a presença de alterações no dente permanente. Não está recomendado o reposicionamento dentário na dentição decídua (a)

 

Bibliografia Selecionada

  1. Bavaresco CS, Fontanieve PV, De Castro Filho, ED, Harzheim E. Traumatismo dentário [Internet]. 2009 [citado 2009 Ago 20]. Disponível em: https://www.epi.ufrgs.br/sites/telessauders/teleconsultoria/Biblioteca%20Textos%20Clinicos/arquivos_pdf/Traumatismo%20dentário.pdf. Acesso em 27 agosto 2009.