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Quais práticas corporais podem ser promovidas na atenção básica/ atenção primária à saúde visando a prevenção e promoção da saúde do idoso?

| 25 out 2016 | ID: sof-35624
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As práticas corporais mais relatadas nos documentos publicados pelo Ministério da Saúde que podem ser realizadas em grupos de idosos da atenção básica/atenção primária à saúde (AB/APS) são: caminhada, danças, e yoga1,3,4. As práticas corporais oriundas da medicina tradicional chinesa que visam trazer equilíbrio entre corpo e mente também têm sido bastante exploradas, dentre elas destaca-se: lian gong, chi gong, e tai-chi-chuan2,3,4,5.
A atividade física regular atua na redução do risco de morte por doenças cardiovasculares, risco de progressão do Diabetes tipo II e da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, além de atuar na manutenção da capacidade funcional do idoso1. Os benefícios dessas práticas favorecem os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Dentre eles destaca-se: preservação da independência; redução da ansiedade e do estresse, melhora do estado de humor e da autoestima e, amplia o contato social, entre outros1.
Não está claro ainda qual o melhor tipo e nível de prática corporal ou de atividade física, uma vez que essas variam em diferentes estudos e não há consenso sobre aquela que traria maior benefício ao idoso. As atividades devem ser prazerosas de intensidade moderada, baixo impacto, curto tempo (30 à 45min) três a quatro vezes por semana1.
É recomendável que a escolha das práticas corporais ofertadas na AB/APS seja compatível com aquelas de maior interesse da população, que o horário seja pactuado entre equipe e usuários. As mesmas devem ocorrer de forma direcionada objetivando a promoção da saúde e prevenção do agravo de doenças crônicas prevalentes na população1. O melhor local para a realização das atividades é relativo e dependente da estrutura física disponível em cada município, incentiva-se a integração das práticas dentro dos polos de academia da saúde, ginásio de esportes, centro comunitário entre outros.

É importante que a equipe realize uma avaliação das comorbidades de modo a adequar os interesses dos idosos com as potencialidades e limitações de cada prática corporal. Por exemplo: Se os idosos da comunidade possuírem boa capacidade funcional, entretanto baixa autoestima e interação social pode-se sugerir práticas corporais mais lúdicas e ativas como os grupos de danças, teatro, e/ou caminhada, que irão melhorar o equilíbrio4, coordenação motora, e a reinserção na comunidade. No caso dos idosos que possuam dificuldade de contato corporal com outros participantes pode-se pensar na realização de caminhadas associadas a práticas corporais oriundas da Medicina Tradicional chinesa que contribuam com equilíbrio entre corpo e mente.
O incentivo dessas práticas na Unidade de Saúde além de trazer os benefícios citados de prevenção e promoção da saúde aos usuários favorece a interdisciplinaridade e a troca de saberes especialmente entre os profissionais da AB/APS, NASF e profissionais que trabalhem nas academias de saúde.

Bibliografia Selecionada

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica – Envelhecimento e saúde da pessoa idosa (Caderno de Atenção Básica n. 19)[recurso eletrônico]. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf acesso em 06 setembro 2016.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – Atitude e ampliação do acesso.Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf acesso em 06 setembro 2016.
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica – Estratégia para o cuidado da pessoa com doença crônica (Caderno de Atenção Básica n. 35) [recurso eletrônico]. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_doenca_cronica_cab35.pdf acesso em 06 setembro 2016.
  4. HOWE TE, et al. Exercise for improving balance in older people. The Cochrane Library, 2011.Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD004963.pub3/full Acesso em: 24/10/2016.
  5. NGUYEN MH, KRUSE A. A randomized controlled trial of Tai chi for balance, sleep quality and cognitive performance in elderly Vietnamese. Clinical interventions in aging, v. 7, p. 185, 2012. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3396052/ Acesso em 24/10/2016.