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Quais são as indicações de tratamento com oseltamivir para síndrome gripal?

| 14 nov 2018 | ID: sof-40437
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O uso do Oseltamivir está indicado para determinados grupos de pacientes, independentemente da situação vacinal:
Pacientes com síndrome gripal1 e alguma condição ou algum fator de risco para complicação: gestantes, puérperas até 2 semanas após parto ou aborto, crianças menores de 5 anos, idosos, população indígena aldeada, indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico, indivíduos que apresentem: pneumopatias (incluindo asma), tuberculose de todas as formas, cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica), nefropatias, hepatopatias, diabetes mellitus e outros distúrbios metabólicos, doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme), transtornos neurológicos e do desenvolvimento que possam comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção congênita, lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, AVC ou doenças neuromusculares), obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC ≥ 40 em adultos) e imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias e HIV/AIDS;
Pacientes com síndrome gripal e que, embora não apresentem fatores de risco nem sinais de gravidade, tiverem piora do estado clínico na evolução do quadro, caracterizada por: persistência ou agravamento da febre por mais de três dias, miosite comprovada por aumento de creatinofosfoquinase (CPK), alteração do sensório, desidratação ou, em crianças, exacerbação dos sintomas gastrointestinais;
Paciente com síndrome respiratória aguda grave (SRAG): são pacientes que, além de síndrome gripal, apresentem dispneia, dessaturação, hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente e exacerbação de doença preexistente ou disfunções orgânicas graves (como insuficiência renal aguda) e indivíduo de qualquer idade com quadro de insuficiência respiratória aguda, durante período sazonal. Além disso, também devem ser consideradas crianças que apresentarem batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. Os pacientes com SRAG devem ser internados e ter amostras de secreções de vias áreas coletadas para identificação viral.

A indicação pode, também, ser baseada no julgamento clínico para os quadros de síndrome gripal sem condição ou fator de risco. O oseltamivir deve ser utilizado, preferencialmente, até 48 horas a partir da data de início dos sintomas. Em pacientes com condições e fatores de risco para complicações ou com SRAG, o antiviral ainda apresenta benefícios, mesmo se iniciado após 48 horas do início dos sintomas. Não há necessidade de aguardar o diagnóstico laboratorial para iniciar o uso da medicação.
Para a prescrição deste medicamento, utiliza-se o receituário simples em duas vias. O Ministério da Saúde disponibiliza este medicamento no Sistema Único de Saúde. 1 Definição de síndrome gripal: indivíduo que apresente febre de início súbito, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia, na ausência de outro diagnóstico específico. Em crianças com menos de 2 anos de idade, considera-se também, febre de início súbito (mesmo que referida) e sintomas respiratórios (tosse, coriza e obstrução nasal), na ausência de outro diagnóstico específico.

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de tratamento de Influenza: 2015. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. [acesso em 07 de nov de 2017. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/17/protocolo-influenza2015-16dez15-isbn.pdf
2. Rio Grande do Sul. Secretaria Estadual da Saúde. Instruções para o uso do oseltamivir em Influenza 2016. Porto Alegre: SESRS, 2018. [acesso em 15 de jul de 2018]. Disponível em: http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201801/22170133-instrucoes-para-o-uso-do-oseltamivir-2018.pdf
3. Rio Grande do Sul. Secretaria Estadual da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Protocolo de vigilância epidemiológica de Influenza 2016. Porto Alegre: SESRS, 2016.