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Quais são os critérios para realizar a retirada de corticoide inalatório em adultos com asma?

| 08 ago 2018 | ID: sof-39986
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Pode ser considerada a redução de dose (mínima dose efetiva) do corticoide inalatório em pacientes com asma controlada por pelo menos três meses e desde que haja baixo risco de exacerbações e função pulmonar estável.
- Quando os pacientes estão utilizando corticoide inalatório isoladamente em doses médias ou altas, – uma redução de 50% da dose pode ser tentada a cada 3 meses;
- Quando o controle é alcançado com baixa dose de corticoide inalatório isolado, duas vezes ao dia, a dose em uso pode ser administrada uma vez ao dia.

Deve-se considerar suspensão do tratamento após controle por 6 a 12 meses, porém com reavaliações periódicas, pois cerca de 60% a 70% dos pacientes necessitam reintrodução do corticoide no futuro.
É preciso escolher um momento oportuno para iniciar a redução de dose ou retirada do corticoide (sem infecções respiratórias, viagens, gestação) e garantir que o paciente tenha medicação de resgaste, caso seja necessário.
- Entende-se por asma controlada a ausência dos seguintes fatores:
- sintomas diurnos de asma mais de 2 vezes por semana;
- uso de broncodilatador de demanda mais de 2 vezes por semana;
despertar noturno por asma;
- qualquer limitação de atividade diária por asma.
São considerados fatores de risco para exacerbações as seguintes condições:
- intubação por asma ou internação em UTI alguma vez na vida;
- uma ou mais exacerbações graves nos últimos 12 meses;
- sintomas não controlados;
- uso de grande quantidade de broncodilatador de demanda (mais de 1 frasco ou 200 doses/mês);
- uso inadequado de corticoides inalatórios: má aderência, técnica inalatória incorreta;
- baixa função pulmonar, especialmente FEV1 abaixo de 60%;
- problemas psicológicos ou socioeconômicos importantes;
- exposição ao tabaco ou alérgenos, se paciente sensibilizado;
- comorbidades (obesidade, rinossinusite, alergia alimentar comprovada);
- eosinofilia no escarro.

Bibliografia Selecionada

1. Fanta CH. Treatment of intermittent and mild persistent asthma in adolescents and adults. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/treatment-of-intermittent-and-mild-persistent-asthma-in-adolescents-and-adults
2. Global Initiative for Asthma. Global strategy for the asthma management and prevention. [S.l]: Global Initiative for Asthma, 2017. Disponível em: https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2016/04/GINA-Appendix-2016-final.pdf
3. Harzheim E, Agostinho MR, Katz N (Ed.). Asma [Internet]. Porto Alegre: TelessaúdeRS -UFRGS, 2015. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/protocolos_resumos/pneumologia_resumo_asma_TSRS_20160321.pdf
4. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o manejo da asma – 2012. J Bras Pneumol. abr 2012;38 (1): s1 -s46. Disponível em: http://www.jornaldepneumologia.com.br/pdf/suple_200_70_38_completo_versao_corrigida_04-09-12.pdf