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Qual a conduta no pré natal para gestante que teve Zika e/ou Chikungunya anterior à gestação?

| 02 ago 2017 | ID: sof-36760
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Uma vez que a mulher tenha apresentado quadro de doença exantemática compatível com Zika previamente à gestação, e que já esteja gestante, as recomendações são aquelas constantes no “Protocolo de atenção à gestante com suspeita de Zika e à criança com microcefalia”¹ ² (A).

Assim, além do acompanhamento ordinário do pré-natal de baixo risco, são recomendados os seguintes exames para a gestante com história de doença exantemática¹ ²:

Sorologia, para: Dengue, Chikungunya, Parvovírus B19 e TORCH (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes);

PCR para: Zika (também poderá ser realizado com amostra de urina, coleta até 15 dias da fase aguda), Dengue e Chikungunya; e

Ultrassonografia obstétrica (uma por trimestre), sendo prioritárias as do primeiro e terceiro trimestres.

As demais recomendações seguem os eventuais achados dos exames complementares. Caso a ultrassonografia obstétrica apresente achado sugestivo para microcefalia ou alteração no Sistema Nervoso Central (SNC) do feto, a equipe de saúde deve estar sensibilizada para acolher a gestante e suas angústias, dúvidas e medos, por meio de uma escuta qualificada, sem julgamento nem preconceitos, que permita à mulher falar de sua intimidade com segurança³.

Quando necessário, as equipes de Saúde da Família podem solicitar o apoio matricial dos profissionais de Saúde Mental, por intermédio do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) ou de outros profissionais de Saúde Mental do município.

 

 

Bibliografia Selecionada

1. BAHIA. Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). Protocolo de atenção à gestante com suspeita de Zika e à criança com microcefalia. Salvador: SESAB, 2016. Disponível em: http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/images/stories/PDF/protocolo_de_atencao_a_gestante_com_suspeita_de_zika_e_crianca_com_microcefalia_versao1_09_03_2016.pdf
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo de atenção à saúde e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus zika. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_resposta_microcefalia_relacionada_infeccao_virus_zika.pdf
3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central (SNC). Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: http://combateaedes.saude.gov.br/images/sala-de-situacao/Microcefalia-Protocolo-de-vigilancia-e-resposta-10mar2016-18h.pdf
4. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Sobre o uso de repelentes de inseto durante a gravidez. Brasília: ANVISA, 2015. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/04/Nota-Anvisa-Repelentes-e-Saneantes-02dez2015.pdf