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Qual a diferença entre cálculo renal e biliar?

| 10 ago 2009 | ID: sof-2281
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Pedra nos rins, doença também conhecida como cálculo renal, litiase renal ou nefrolitíase, é uma doença causada por formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias, resultantes do acúmulo de cristais existentes na urina. Sua presença pode passar despercebida, sem sintomas, mas pode também provocar dor muito forte que começa nas costas e se irradia para o abdômen em direção da região inguinal. É uma dor que se manifesta em cólicas, isto é, com um pico de dor intensa seguido de um certo alívio. Em geral, essas crises podem ser acompanhadas por náuseas e vômitos e requerem atendimento médico-hospitalar.
Algumas recomendações são importantes para pacientes com pedra nos rins:

  • beber muita água regularmente. Idealmente de dois a três litros por dia, pois essa é a medida mais importante para prevenir cálculos renais;
  • utilizar um filtro de papel quando houver a possibilidade de estar eliminando um cálculo. A análise de sua composição pode orientar o médico na escolha do tratamento mais adequado;
  • o uso de medicamentos contra dor deve ser prescrito pelo médico. Alguns deles são desaconselháveis para pessoas com problemas estomacais ou para gestantes;
  • não se automedicar nem fazer o próprio diagnóstico. Procure atendimento médico, especialmente se tiver dores intensas nas costas ou no abdômen e sinais de sangue na urina.

Pedra na vesícula, sinônimo de cálculos biliares, são pequenas pedras que se formam na vesícula biliar, órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada sob a influência de um hormônio intestinal.
A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos.
Alguns deles se alojam na vesícula biliar e não causam sintomas. Outros ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino. Essa obstrução provoca a cólica biliar que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas, na região entre as escápulas (omoplatas). A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, muitas podem voltar para a vesícula ou ser empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui.
Alguns cálculos na vesícula podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos.
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns fatores que aumentam o risco são:

  • dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras;
  • vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol);
  • diabetes;
  • obesidade;
  • hipertensão (pressão alta);
  • fumo;
  • uso prolongado de anticoncepcionais;
  • elevação do nível de estrogênio o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres;
  • predisposição genética.

Entre as principais recomendações para tratamento e prevenção da litíase biliar estão:

  • fazer uma dieta rica em fibras e com pouca gordura. Alimentos gordurosos podem elevar o nível do colesterol;
  • procurar manter o peso ideal para seu tipo físico. Isso ajuda a controlar o nível do colesterol e a prevenir diabetes e hipertensão;
  • largar o cigarro;
  • discutir com seu médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal, se você tem histórico familiar de cálculo na vesícula.

Bibliografia Selecionada

  1. Pedra nos Rins [Internet]. Site Oficial Dr. Drauzio Varela [citado 2009 Ago 11]. Disponível em: http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=58 Acesso em: 10 agosto 2009.
  2. Cálculo biliar [Internet]. Site Oficial Dr. Drauzio Varela [citado 2009 Ago 11]. Disponível em: http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=40 Acesso em: 10 agosto 2009.