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Qual a orientação para a terapêutica farmacológica de abscesso oral na puérpera?

| 01 abr 2019 | ID: sof-41858
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A melhor opção de antibiótico para puérpera durante a lactação são os antibióticos mais empregados em odontologia, como as penicilinas, a eritromicina e a clindamicina, que são excretados no leite materno em baixas concentrações(1). Sendo que seu uso é compatível com o aleitamento materno (1,2).

Dentre as outras categorias de fármacos: a dipirona sódica é um analgésico seguro parao controle da dor leve a moderada durante a lactação, da mesma forma que o paracetamol. A aspirina deve ser evitada por interferir na agregação plaquetária e pelo risco associado à síndrome de Reye (1).
O ibuprofeno, o diclofenaco e o cetorolaco podem ser empregados em lactantes para o controle da dor e de edemas de maior intensidade, da mesma forma que os corticosteroides (dexametasona ou betametasona) (1).
Aspectos complementares:
Durante a prescrição de fármacos para puérperas lactantes é importante que o cirurgião-dentista oriente-a que o fármaco deve ser administrado de 30 a 60 minutos após amamentação ou de 3 a 4 horas antes da próxima mamada. Este intervalo de tempo permite a depuração de muitos fármacos do sangue materno, de modo que as concentrações presentes no leite serão relativamente baixas(3).
Princípios para uso de medicamentos nas lactentes
* Avaliar a necessidade da terapia medicamentosa. Considerar o ajuste da dose, sem perder o efeito da medicação. A troca de informações com o médico é sempre recomendada (1).
* Preferir fármacos já estudados e seguros para as crianças, que sejam pouco excretados pelo leite materno. Por exemplo, optar pelo paracetamol em vez do ácido acetilsalicílico; penicilinas em vez de quinolonas (1).
* Evitar as associações, preferindo as formas puras dos medicamentos (p. ex., paracetamol em vez de preparações contendo paracetamol + ácido acetilsalicílico + cafeína) (1).
* Evitar a prescrição ou administração de fármacos de ação prolongada, dificultando a excreção pelo lactente (p. ex., na sedação mínima, por via oral, optar pelo midazolam em vez do diazepam; na anestesia local, preferir a lidocaína em vez da bupivacaína) (1).
* Programar o horário de administração do fármaco à mãe, evitando que o período de concentração máxima no sangue e no leite materno coincida com o horário da amamentação. Em geral, a exposição do lactente ao fármaco pode ser diminuída se o mesmo for empregado pela mãe imediatamente antes ou após a amamentação (1).
* Orientar a mãe para observar a criança em relação aos possíveis efeitos colaterais da medicação: alteração do padrão alimentar, hábitos de sono, problemas gastrintestinais, etc.(1).
* Sob supervisão médica, orientar a mãe para retirar seu leite com antecedência e estocá-lo em congelador (no máximo por 15 dias), para alimentar o bebê no caso de interrupção temporária da amamentação(1).

Bibliografia Selecionada

1. Andrade, E.D.. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia. Cap. 17 – Gestantes ou lactantes. Pag 163-174. 3ª edição. São Paulo: Artes Médicas, 2014.238p. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=WGY3AgAAQBAJ&oi=fnd&pg=PR3&dq=1-+Andrade,+E.D..+Terap%C3%AAutica+Medicamentosa+em+Odontologia&ots=TgYHeAkO8n&sig=Qb5-vgXkI6XG1VyDtXEc_yA-Y4Q#v=onepage&q=1-%20Andrade%2C%20E.D..%20Terap%C3%AAutica%20Medicamentosa%20em%20Odontologia&f=false
2. American Academy of Pediatrics Committee on Drugs. The transfer of drugs and other chemicals in human milk. Pediatrics. 2001;108(3):776-89. Disponível em: https://pediatrics.aappublications.org/content/pediatrics/93/1/137.full.pdf
3. Amadei, S.U.; Carmo, E.D.; Pereira, A.C.; Silveira, V. A.S.; Rocha, R.F. Prescrição medicamentosa no tratamento odontológico de grávidas e lactantes. RGO – Rev Gaucha Odontol, Porto Alegre, v. 59, suplemento 0, P. 31-37, jan/jun, 2011. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/pdf/rgo/v59s1/a05v59s1.pdf