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Qual anestésico local indicado para pacientes gestantes, hipertensos e diabéticos?

| 13 nov 2017 | ID: sof-37203
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A anestesia local mais indicada para gestantes é a lidocaína 2% com o vasoconstritor epinefrina, na concentração 1:100.000(1,2). Deve-se utilizar no máximo dois tubetes (3,6 ml) por sessão, usando sempre seringa anestésica com refluxo, de forma a evitar injeções intravasculares(2,3).

Para pacientes hipertensos controlados, a lidocaína 2% com o vasoconstritor adrenalina, na concentração 1:100.00, é o anestésico mais indicado, não devendo exceder mais do que dois tubetes em cada atendimento. Já para pacientes diabéticos controlados, a prilocaína com o vasoconstritor felipressina é o anestésico mais indicado(3).
A prilocaína e articaína não devem ser usadas em gestantes por poderem levar à metamoglobinemia, tanto na mãe quanto no feto(1,2). A prilocaína apresenta a felipressina como vasoconstritor, a qual pode estimular contrações uterinas, desta maneira, é contraindicada(2,4). A mepivacaína deve ser evitada na gestação e lactação, devido a sua má metabolização pelo feto ou bebê(2).
Deve-se atentar que o segundo trimestre de gestação é o mais indicado para o tratamento dentário, evitando-se procedimentos no primeiro e terceiro trimestre. Atendimentos prolongados, desconfortáveis e invasivos, devem ser realizados, se possível, após o nascimento do bebê(2).
Quando o paciente se encontra em tratamento ou possui sua hipertensão/diabetes controladas, o uso de anestésicos locais não é contraindicado(4).Os pacientes hipertensos podem utilizar prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/ml, os quais não produzem alterações no sistema cardiovascular. Para pacientes descompensados recomenda-se utilizar anestésicos sem vasoconstritor, como a mepivacaína 3%(3).
Em pacientes diabéticos a adrenalina é contraindicada, pois este hormônio provoca a quebra de glicogênio em glicose podendo resultar em hiperglicemia(3). Entretanto, um estudo randomizado demonstrou que o uso de lidocaína 2% com epinefrina (1:100.000) com volume máximo de 5,4 ml (3 tubetes), para cirurgias orais realizadas em pacientes diabéticos e com doença coronária, é seguro(5).

Atributos da APS
O acompanhamento integral de pacientes com necessidades especiais deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar para, assim, promover um bom tratamento e monitoramento desses pacientes.

Bibliografia Selecionada

1. Malamed SF. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier; 2004. Disponível em: http://blogelseviersaude.elsevier.com.br/wp-content/uploads/2013/12/e-sample-Malamed.pdf.
2. Rodrigues F, Mármora B, Carrion SJ, Rego AEC, Pospich FS. Anestesia local em gestantes na odontologia contemporânia. Journal Health NPEPS. 2017;2(1):254-71. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/jhnpeps/article/view/1835
3. Carvalho B, Fritzen EL, Parodes AG, Santos RBD, Gedoz L. O emprego dos anestésicos locais em odontologia: revisão de literatura. Rev. Bras. Odontol. [periódico na Internet]. 2013 Dez [citado 2017 Nov 13] ; 70( 2 ): 178-181. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72722013000200016&lng=pt
4. Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul. Quais anestésicos locais estão indicados para o uso em gestantes? Segunda Opinião Formativa,. 25 ago 2009. Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/quais-os-anestesicos-locais-estao-indicados-para-o-uso-em-gestantes
5. Santos Paul MA, Neves ILI, Neves RS, Ramires JAF. Local anesthesia with epinephrine is safe and effective for oral surgery in patients with type 2 diabetes mellitus and coronary disease: a prospective randomized study. Clinics  [Internet]. 2015 Mar [citado 2017 Nov 13] ; 70( 3 ): 185-189. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322015000300185&lng=pt. http://dx.doi.org/10.6061/clinics/2015(03)06