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Qual é a melhor conduta frente a mácula hipercrômica assimétrica no leito ungueal de um quirodáctilo sem qualquer queixa?

| 28 fev 2018 | ID: sof-37359
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Uma das possibilidades diagnósticas é o Melanoma, então, há urgência no encaminhamento ao serviço de Dermatologia pois a dermatoscopia se faz necessária para afastar ou indicar a necessidade de biópsia, a depender dos achados. Entretanto, a Infecção por dermatófitos seguida de infecção bacteriana, como por exemplo por pseudômonas, pode atribuir à unha o aspecto escurecido, com escamas e danificada. Tudo pode iniciar, inclusive, por um trauma local, seguido de infecção da unha. Não obstante, a conduta deve ser a mais cautelosa, devido a hipótese diagnóstica de melanoma.

Complementação
O melanoma maligno é, entre as neoplasias de pele, o de pior prognóstico. Forma-se a partir da transformação maligna dos melanócitos, células produtoras de melanina que se originam embriologicamente da crista neural, sendo a pele seu principal sítio primário. A maioria desses tumores se desenvolve na pele normal, e os demais têm origem de nevos melanocíticos pré-existentes(1).
O melanoma subungueal é considerado um subtipo raro de melanoma que surge na matriz, mas pode envolver todos os componentes do aparelho ungueal e, alguns dados epidemiológicos não confirmam a existência de qualquer fator predisponente razoável, como características genéticas, história familiar ou exposição à luz UV(2). A confirmação do diagnóstico é feita a partir do exame anatomopatológico da lesão, que é frequentemente postergado por conta do retardo no diagnóstico clínico, o que leva a um atraso no tratamento adequado com consequente piora do prognóstico(3).
Os achados clínicos incluem queixa do surgimento de uma nova lesão pigmentada ou de modificações de tamanho, forma ou cor de um nevo melanocítico pré-existente. Os chamados critérios ABCDE são achados reconhecidamente suspeitos quando presentes em lesões melanocíticas e já podem ser detectados nas fases iniciais de desenvolvimento do tumor: Assimetria (A), bordas irregulares ou mal definidas (B), coloração mista (C), diâmetro de mais de 5 mm (D) e evolução da lesão com o surgimento de alterações, como aumento de tamanho ou sangramento (E)(1).
A dermatoscopia é um método não invasivo que permite visualizar in vivo a distribuição da melanina na epiderme e na derme superficial e analisar mais detalhadamente lesões pigmentares, permitindo diferenciar, muitas vezes, outras doenças clinicamente confundidas com melanoma, como carcinomas basocelulares pigmentados e ceratoses seborreicas(1,2).

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas em Oncologia. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_clinicos_diretrizes_terapeuticas_oncologia.pdf  Acesso em: 12/12/2017
2. Haneke E, Nakamura R, Papaiordanou F, Machado E, D’Almeida L. Cirurgia Conservadora em caso de melanoma subungueal in situ. Surg Cosmet Dermatol. 2016;8(1):70-2. Disponível em: http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/469/Cirurgia-conservadora-em-caso-de-melanoma-subungueal-in-situ
3. Stolf H, Miot H, Reis N. Melanoma subungueal in situ tratado com cirurgia funcional. Diagn Tratamento. 2012;17(1):14-7. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/1413-9979/2012/v17n1/a2841.pdf