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Quando está indicado realizar quimioprofilaxia com Oseltamivir?

| 14 nov 2018 | ID: sof-40430
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Após exposição a caso suspeito ou confirmado de influenza, recomenda-se a realização de quimioprofilaxia com oseltamivir para os seguintes casos:
- pessoas com risco elevado de complicações, não vacinadas ou vacinadas há menos de duas semanas;
- crianças com menos de 9 anos de idade, com condições ou fatores de risco, primovacinadas, no intervalo entre a primeira e a segunda dose ou com menos de duas semanas após a segunda dose;
- pessoas com graves deficiências imunológicas (exemplos: pessoas que usam medicamentos imunossupressores; pessoas com HIV e imunodepressão avançada) ou outros fatores que possam interferir na resposta à vacinação contra a influenza.

Recomenda-se também a quimioprofilaxia para residentes de alto risco em instituições fechadas e hospitais de longa permanência, durante surtos de influenza na instituição (mais de dois casos no mesmo local). Outras indicações:
- profissionais de laboratório, não vacinados ou vacinados a menos de 15 dias, que tenham manipulado amostras clínicas de origem respiratória que contenham o vírus influenza sem uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
- Trabalhadores de saúde, não vacinados ou vacinados a menos de 15 dias, que estiveram envolvidos em procedimentos invasivos geradores de aerossóis ou manipulação de secreções de caso suspeito ou confirmado de influenza sem o uso adequado de EPI. A quimioprofilaxia com antiviral é recomendada somente se puder ser iniciada até 48 horas após a exposição. No entanto, não está indicada para pessoas sem condições ou fatores de risco.
A quimioprofilaxia indiscriminada não é recomendada, pois pode promover o aparecimento de resistência viral. A decisão de indicar a quimioprofilaxia para outros grupos deve ser baseada tanto no risco individual de complicações, como no grau de exposição. Uma abordagem alternativa para esses pacientes envolve o tratamento precoce caso apresentem sintomas.
Se o suprimento de antivirais for limitado, deve-se dar preferência para aqueles grupos gravemente doentes ou em maior risco para complicações, como por exemplo, transplantados e indivíduos com infecção avançada pelo HIV (com CD4 abaixo de 200 células/mm³).
A quimioprofilaxia com oseltamivir não substitui a vacinação, que deve ser indicada para os grupos de risco, pois é a medida mais efetiva para prevenção da influenza grave e de suas complicações.

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de tratamento de Influenza: 2015. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. [acesso em 07 de nov 2017. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/17/protocolo-influenza2015-16dez15-isbn.pdf
2. Dynamed. Influenza antiviral treatment and prophylaxis [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Publishing, 2016. [atualizada em 07 out. 2015].
3. Rio Grande do Sul. Secretaria Estadual da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Nota de Esclarecimento: indicação do uso de oseltamivir-2018. Porto Alegre: CEVS, 2018. [acesso em 15 de jul de 2018]. Disponível em: http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201801/22172013-nota-de-esclarecimento-indicacao-do-uso-de-oseltamivir-2018.pdf
4. Zazhary KC. Prevention of seasonal influenza with antiviral drugs in adults. Waltham (MA): UpToDate; 2016. [acesso em 02 de mai de 2016]. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/prevention-of-seasonal-influenza-with-antiviral-drugs-in-adults