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Toda gestante que é portadora de fator Rh negativo necessita tomar a imunoglobulina anti-D?

| 02 mar 2018 | ID: sof-37502
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Para a gestante com fator Rh negativo deverá ser solicitado o exame de Coombs indireto, caso o resultado seja positivo a gestante deverá ser referenciada ao pré-natal de alto risco. Segue o fluxograma de gestante com fator Rh negativo:

Solicitar o exame de tipagem sanguíneo na primeira consulta de pré-natal, se o resultado for Rh negativo e o parceiro Rh positivo ou fator Rh desconhecido a conduta a seguir será solicitar a gestante o teste de Coombs indireto(1).
- Se o resultado do Coombs indireto for negativo, deve-se repeti-lo a cada 4 semanas, a partir da 24ª semana. Mantendo-se o resultado de Coombs indireto negativo até o final da gestação, no pós-parto deve-se administrar imunoglobulina anti-D, se o recém-nascido for Rh negativo e Coombs indireto for negativo.
- Quando o Coombs indireto for positivo, deve-se referir a gestante ao pré-natal de alto risco.
O Ministério da Saúde recomenda que a prevenção da sensibilização pelo fator Rh deve ser realizada pela administração de imunoglobulina anti-D nas seguintes situações, se Rh negativo(2):
• Após procedimentos invasivos: amniocentese, cordocentese, biópsia de vilo corial;
• Após aborto, gravidez ectópica ou mola hidatiforme;
• Após o parto de mães com Coombs indireto negativo e recém-nascidos Rh positivo;
• Entre a 28ª e a 34ª semanas de gestação de todas as mulheres com Coombs indireto negativo e com parceiros Rh positivos;
• Após sangramento obstétrico (placenta prévia, por exemplo) com risco de hemorragia feto materna significativa.
Idealmente, a imunoglobulina anti-D deverá ser administrada até 72 horas após o parto ou evento obstétrico, mas há evidências de proteção contra sensibilização se administrada até 13 dias e há recomendações para que seja administrada em até 28 dias.
Gestantes Rh negativo submetidas a laqueadura tubária também deverão receber imunoglobulina anti-D. A dose poderá ser maior que a habitual (300μg) se o risco de hemorragia feto-materna volumosa for significativo.

Bibliografia Selecionada

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico. 5. ed. Brasília : Editora do Ministério da Saúde. Série A. Normas e Manuais Técnicos. 2012:302p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf Acesso em: 22 de agosto de 2017.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco [recurso eletrônico]. 1. ed. rev. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde. (Cadernos de Atenção Básica, 32) 2013:318 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf Acesso em: 22 de agosto de 2017.