Contato
Existem numerosos estudos na literatura científica utilizando a beclometasona como corticóide inalatório na asma, inclusive com estudos que corroboram o uso desta medicação como corticóide de escolha para prevenção de crises em pacientes de países em desenvolvimento, por ser uma medicação barata e efetiva. A budesonida e a fluticasona, embora mais caras, têm potência tópica maior que a beclometasona, exigindo menores doses para mesma eficácia em relação a beclometasona, sendo, por isso, utilizadas em pesquisas e em saúde pública nos países desenvolvidos. Um estudo comparou a eficácia clínica da beclometasona administrada através de dois dispositivos inalatórios (Pulvinal® versus Aeroliser®) e observou que a eficácia foi semelhante, tendo ambos igual aceitabilidade. Encontramos duas revisões sistemáticas na Cochrane que abordaram a comparação entre o uso de fluticasona, beclometasona e budesonida em adultos e crianças asmáticas. Um das revisões sistemáticas concluiu que o grupo que recebeu metade da dose de fluticasona comparado ao grupo que recebeu budesonida ou beclometasona em dose plena teve uma pequena melhora na medida do calibre das vias aéreas. Entretanto, parece ter um risco aumentado de dor de garganta e, quando recebeu dose plena de fluticasona, houve um aumento nas taxas de rouquidão. Os Ensaios Clínicos incluídos nessa revisão não encontraram evidência de que o uso de Fluticasona em doses superiores a 400mcg/dia em crianças leve a supressão de adrenal, apesar desse fato estar bem documentado na literatura. Outra revisão sistemática concluiu que se o uso de corticóides inalatórios é necessário para controlar a asma em crianças, recomenda-se que seja utilizado o mínimo possível da dose da medicação para atingir o controle da doença e que as crianças sejam monitoradas em relação ao crescimento Ao se comparar o uso de corticóide inalatório profilático com placebo para prevenção de sintomatologia relacionada à asma e melhora da função pulmonar, observou-se que o corticóide inalatório é superior ao placebo. Ensaios Clínicos Randomizados realizados com crianças entre 5 e 16 anos de idade, apontam que o uso de corticóide inalatório é mais efetivo que o uso de broncodilatadores de longa ação em relação a melhora da sintomatologia e função pulmonar em crianças com asma. Portanto, observa-se que a literatura é consistente em relação à recomendação do uso de corticóide inalatório para a prevenção de crises de asma e que os dados encontrados fornecem idéia de superioridade da beclometasona em virtude da segurança e preço para uso na Atenção Primária a Saúde no Brasil. Porém, mais estudos são necessários para comprovar a segurança dessas medicações em relação ao crescimento e efeitos adversos quando usadas em doses altas. As diferenças encontradas entre as medicações (beclometasona, fluticasona e budesonida) são pequenas e não justificam contra-indicar seu uso.   " ["post_title"]=> string(69) "Qual o melhor corticóide inalatório para uso em crianças com asma?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(65) "qual-o-melhor-corticoide-inalatorio-para-uso-em-criancas-com-asma" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:10" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:10" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(43) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=152" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [2]=> object(WP_Post)#2708 (24) { ["ID"]=> int(71) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(1534) "
Não encontramos uma comparação entre troca de fármacos, associação de novos fármacos e início de insulinoterapia. Entretanto alguns artigos de boa qualidade encontrados podem ser úteis na resolução da dúvida. Sabe-se que a maioria dos pacientes em uso de hipoglicemiantes orais ao longo de um período variável de tempo irá evoluir para o uso de insulinoterapia para controle adequado dos níveis glicêmicos. Em pacientes já em uso de uma associação de drogas, como é o caso desta consultoria, nos níveis máximos tolerados, pode-se optar como última alternativa antes de se iniciar insulinoterapia pela associação de uma terceira droga que seria a Acarbose (Acarbose 100 mg 3X ao dia). Como não existe comparação entre os desfechos de associação de Acarbose como terceira droga hipoglicemiante oral ou insulina deve-se individualizar a decisão médica para cada paciente, conforme a preferência do mesmo (Medicina Centrada no Paciente). Talvez uma boa estratégia para pacientes muito resistentes ao início da insulinoterapia seja iniciar com a Acarbose e orientar o paciente que esta será a última tentativa possível sem o uso de insulina sub-cutânea. (Grau D) No caso de se iniciar a insulinoterapia pode-se manter a metformina e a sulfoniluréia, pois os benefícios destas drogas parecem ser úteis mesmo em pacientes em uso de insulina, principalmente a metformina por seu efeito em melhorar a ação periférica da insulina. A Acarbose deve ser retirada. (Grau A)
" ["post_title"]=> string(175) "Qual medicação usar em pacientes diabéticos tipo 2, usando metformina + glimepirida em dose máxima, sem controle adequado da glicemia? Deve ser iniciada a insulinoterapia?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(165) "qual-medicacao-usar-em-pacientes-diabeticos-tipo-2-usando-metformina-glimepirida-em-dose-maxima-sem-controle-adequado-da-glicemia-deve-ser-iniciada-a-insulinoterapia" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:56:58" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:56:58" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(42) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=71" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [3]=> object(WP_Post)#2709 (24) { ["ID"]=> int(159) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(1372) "
O menino, ao nascer, em geral tem o prepúcio aderido à glande. Aos 6 meses espera-se que 20% deles possam ter seu prepúcio totalmente retraído, 50% aos 12 meses e 90% aos 3 anos. Até os 3 anos deve-se indicar a correta higiene local para evitar infecções locais. A partir dos 3 anos de idade pode-se indicar o uso de corticóides tópicos 2X ao dia por 30 dias acompanhado de estiramento gentil do prepúcio, tratamento que se mostrou benéfico em até 90% dos casos. Não foi estudado o uso da hialuronidase em associação ao corticóide, estando indicado somente o uso do corticóide. A cirurgia para correção da fimose raramente está indicada por motivos médicos, já que não traz nenhum benefício para a maioria dos pacientes e apresenta algum tipo de complicação em 15 a 50% dos casos. A cirurgia só está indicada quando houver fimose com balanopostites de repetição ou na adolescência se a fimose dificultar a atividade sexual. A técnica escolhida não deve ser a circuncisão ou postectomia (excisão do prepúcio), mas sim a postoplastia que preserva o prepúcio. Se a família optar pela circuncisão por motivos culturais ou religiosos, deve ser realizada preferencialmente no período neonatal quando é possível realizar o procedimento com anestesia local.    
" ["post_title"]=> string(49) "Qual é o tratamento atual da fimose no lactente?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(47) "qual-e-o-tratamento-atual-da-fimose-no-lactente" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:15" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:15" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(43) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=159" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [4]=> object(WP_Post)#2710 (24) { ["ID"]=> int(88) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(3641) "
É importante conceituarmos que a doença enurese noturna só pode ser diagnosticada a partir dos 5 anos de idade. Antes disso, pode-se aceitar como normal a perda urinária noturna em crianças que se encontram em fase de aquisição do completo controle miccional. Além disso, devido a uma melhora espontânea anual de cerca de 15% dos casos, o tratamento pode ser inapropriado (contra-indicado) em menores de 7 anos. O primeiro passo para exclusão de que outras doenças, tanto orgânicas, como psicológicas estejam associadas é a anamnese detalhada em busca de possíveis causas (a obstrução das vias aéreas por grandes adenóides ou amígdalas; constipação; diabetes mellitus ou insipidus, devido a poliúria; hiperatividade e disfunção neurológica; assim como o abuso sexual em crianças). Uma história detalhada e exame físico completo iniciam a investigação da enurese, incluindo-se a história familiar, duração e severidade do quadro. O diário miccional é solicitado aos pais para certificarmo-nos da freqüência urinária diurna e dos eventos enuréticos por semana. A ingestão de líquidos e alimentos sólidos durante o dia deve ser anotada. Muitas crianças ingerem quantidades elevadas de líquidos antes de dormir levando à enurese noturna. O exame físico afasta anormalidades gênito-urinárias e neurológicas. O exame qualitativo de urina afasta infecção urinária e investiga diabetes mellitus /insipidus. Se a história clínica mostra uma enurese noturna monossintomática, não existe necessidade de ampliarmos a investigação com outros exames, tais como a avaliação do fluxo urinário ou realizando uma ultra-sonografia. Então, o tratamento psicoterápico só estaria indicado em casos em que se identifique uma causa psicológica secundária para a enurese. O tratamento da enurese noturna deve ser iniciado aos 7 anos de idade e se dá através de vários passos, sendo o primeiro um conjunto de medidas visando a regularização do hábito intestinal através de uma dieta rica em fibras com a meta de obtermos evacuações diárias; restrição de líquidos duas horas antes de deitar e determinação dos horários de micção durante o dia. (p. ex.: ao acordar, às 11 horas, às 14 hs, às 18 hs e ao deitar). Os tratamentos para enurese noturna comprovadamente eficazes são os alarmes de enurese; o treinamento combinado com o alarme, e o uso de desmopressina (DDAVP). O uso de antidepressivos tricíclicos em baixas doses também é comprovadamente eficaz, no entanto devido aos potenciais riscos (ingestão de uma dose fatal e cardiomiotoxicidade), estes são reservados a casos especiais e em crianças acima de 8 anos. As desvantagens do uso dos alarmes são os seus custos elevados. A desmopressina pode ser iniciada na dose de 1 comprimido de 0,2 mg, 1 hora antes de deitar e não havendo melhora em 2 semanas, pode-se dobrar a dose. Tem como desvantagem não estar disponível no sistema único de saúde (SUS). Alternativamente pode-se acordar a criança a cada três horas durante o sono para urinar e ao longo do tempo ir espaçando este intervalo. Já se observou que crianças com enurese têm dificuldade em acordar, não percebendo a sensação de bexiga repleta. Por sua disponibilidade no SUS, a imipramina pode ser iniciada na dose de ½ comprimido de 25 mg, 2 horas antes de deitar e em caso de não haver resposta, pode-se chegar a 50 mg, sempre monitorando possíveis efeitos adversos. Brigas freqüentes entre os pais podem desencadear fatores psicológicos predisponentes à enurese noturna.      
" ["post_title"]=> string(71) "Como verificar a etiologia emocional para enurese noturna em crianças?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(69) "como-verificar-a-etiologia-emocional-para-enurese-noturna-em-criancas" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:56:59" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:56:59" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(42) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=88" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [5]=> object(WP_Post)#2711 (24) { ["ID"]=> int(163) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(1665) "Apesar de haver consenso entre os especialistas de que a lavagem otológica com seringa é efetiva na remoção do tampão de cerúmen, não foram encontrados Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) que comparassem lavagem otológica com o não tratamento (apenas observação clínica dos pacientes) ou com o uso de "amolecedores" de forma isolada. Ressalta-se que as complicações da lavagem com seringa incluem dor, lesão de pele no conduto externo com hemorragia, otite externa, perfuração timpânica e vertigem. Não foram encontrados ECR e nem revisões sistemáticas que incluíssem outros métodos de remoção mecânica do cerúmen que não fosse a lavagem com seringa. Duas revisões sistemáticas realizadas com ECR de baixa qualidade (Grau B) encontraram evidências inconclusivas a favor do uso de "amolecedores" de cerúmen antes da lavagem com uso de seringa. Outras duas revisões sistemáticas de baixa qualidade (Grau B) também forneceram evidência inconclusiva do efeito do uso de "amolecedores" isoladamente no tratamento do cerúmen. Os revisores também não encontraram evidência consistente de que um tipo de "amolecedor" fosse superior a outro. Tendo em vista a baixa qualidade metodológica dos estudos encontrados e a carência de estudos comparativos nesta área, adotaremos a recomendação proposta por especialistas (Grau D) em artigo publicado no BMJ no ano de 2002. Consiste na utilização de "amolecedores" de cerúmen por 5 dias, em virtude da baixa taxa de complicações com uso desses medicamentos, e após esse período, não havendo melhora, realiza-se lavagem otológica, procedimento este com maiores intercorrências." ["post_title"]=> string(111) "Qual o método mais adequado e com menor risco de intercorrências para remover o cerume auricular do paciente?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(106) "qual-o-metodo-mais-adequado-com-menor-risco-de-intercorrencias-para-remover-o-cerume-auricular-do-paciente" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:15" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:15" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(43) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=163" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [6]=> object(WP_Post)#2712 (24) { ["ID"]=> int(91) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(2296) "
Uma revisão sistemática de Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) (Grau A) demonstrou que a realização de pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente ou a cada dois anos, seguida de investigação complementar nos casos de resultado positivo, diminuiu as taxas de mortalidade por câncer colo retal quando comparadas a não realização do “screening” após 18 anos de acompanhamento. Resultados combinados de 4 ECR (Grau A) demonstraram que os participantes que realizaram rastreamento anual tiveram uma redução de 16% no risco de mortalidade por câncer de cólon (RR 0,84; IC 95% 0,78-0,90) em relação aos indivíduos que não realizaram o “screening”. Nos três estudos que compararam a pesquisa de sangue oculto nas fezes a cada dois anos com grupo de indivíduos que não realizou rastreamento houve uma redução de 15% no risco de mortalidade por câncer de cólon no grupo que fez rastreamento (RR 0,85; IC95% 0,78-0,92). Uma ressalva importante da maioria dos estudos é em relação ao risco de resultados falso positivos nos exames de sangue oculto nas fezes, os quais podem acarretar em danos psicológicos e ainda realização de colonoscopia desnecessária com riscos de perfuração inerentes ao procedimento. O valor preditivo positivo do teste varia entre 2 e 50%. Quando há perda de 10ml/dia, a acurácia do teste é de 67% e quando a perda é de 720ml/dia a acurácia fica em torno de 80-89%. Deve-se orientar ao paciente para fazer coleta de pelo menos 3 amostras de fezes e abster-se por 72 horas dos seguintes medicamentos e alimentos: antiinflamatórios não esteróides, AAS , carne vermelha, ovos, banana, espinafre e legumes coloridos. O uso de antiácidos e antidiarréicos podem dificultar a leitura do teste. A vitamina C pode aumentar a chance de resultados falso negativos. Cabe ressaltar que a escolha do exame de rastreamento para câncer colorretal depende da avaliação prévia da efetividade, aceitabilidade, relação custo-benefício e recursos disponíveis. Um fator importante quando se tem elevada prevalência de resultados falsos positivos é observar se os pacientes estão fazendo o preparo adequado para coleta do exame e qual o método utilizado pelo laboratório.        
" ["post_title"]=> string(92) "Rastreamento para câncer colorretal: solicitar ou não pesquisa de sangue oculto nas fezes?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(88) "rastreamento-para-cancer-colorretal-solicitar-ou-nao-pesquisa-de-sangue-oculto-nas-fezes" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:00" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:00" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(42) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=91" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [7]=> object(WP_Post)#2713 (24) { ["ID"]=> int(13268) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(1157) "
O uso de fórmulas de leite de vaca modificado (NAN) em crianças desmamadas entre 6 meses e um ano parece ser melhor, principalmente naquelas crianças com alto risco para desenvolvimento de sintomas atópicos (história materna, paterna ou de ambos). O estímulo à manutenção da amamentação com leite materno está entre as práticas mais custo-efetivas para prevenção de doenças em crianças pequenas. Este estímulo deve ser iniciado durante o pré-natal. Os estudos geralmente comparam a manifestação de sintomas alérgicos entre os grupos com aleitamento materno, NAN e leite de vaca integral. As crianças alimentadas exclusivamente com leite materno e aquelas alimentadas com leites modificados como o NAN (fórmulas) demoram mais tempo em apresentar sintomas atópicos do que aquelas em uso de leite de vaca integral. O leite de soja, também parece acelerar o aparecimento de sintomas atópicos.(Evidência Grau A) Por esse motivo o departamento de gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de leite de vaca integral no primeiro ano de vida.    
" ["post_title"]=> string(145) "Os leites industrializados ‘maternizados’ são melhores do que o leite de vaca para crianças até 1 ano se não levarmos em conta seu custo?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(134) "os-leites-industrializados-maternizados-sao-melhores-do-que-o-leite-de-vaca-para-criancas-ate-1-ano-se-nao-levarmos-em-conta-seu-custo" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:25" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:25" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(45) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=13268" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [8]=> object(WP_Post)#2714 (24) { ["ID"]=> int(165) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(621) "
Não foram encontradas bibliografias que tratem exclusivamente do uso de antibióticos como profilaxia para complicações bacterianas no caso de infecções respiratórias virais. No entanto uma revisão sistemática demonstrou que existe evidência insuficiente quanto ao benefício do uso de antibioticoterapia para infecções do trato respiratório superior do tipo resfriado comum em crianças ou adultos. Além disso antibióticos em adultos estão associados a efeitos colaterais significativos (A), assim como a um risco aumentado de resistência antimicrobiana.  
" ["post_title"]=> string(158) "Há benefício em usar antibiótico como profilaxia de complicações bacterianas como pneumonias, nos casos de infecções respiratórias de etiologia viral?" ["post_excerpt"]=> string(0) "" ["post_status"]=> string(7) "publish" ["comment_status"]=> string(6) "closed" ["ping_status"]=> string(6) "closed" ["post_password"]=> string(0) "" ["post_name"]=> string(167) "ha-evidencia-de-algum-beneficio-em-usar-antibiotico-como-profilaxia-de-complicacoes-bacterianas-como-pneumonias-nos-casos-de-infeccoes-respiratorias-de-etiologia-viral" ["to_ping"]=> string(0) "" ["pinged"]=> string(0) "" ["post_modified"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:16" ["post_modified_gmt"]=> string(19) "2018-05-21 14:57:16" ["post_content_filtered"]=> string(0) "" ["post_parent"]=> int(0) ["guid"]=> string(43) "http://aps.bvs.br/?post_type=aps&p=165" ["menu_order"]=> int(0) ["post_type"]=> string(3) "aps" ["post_mime_type"]=> string(0) "" ["comment_count"]=> string(1) "0" ["filter"]=> string(3) "raw" } [9]=> object(WP_Post)#3316 (24) { ["ID"]=> int(97) ["post_author"]=> string(1) "1" ["post_date"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_date_gmt"]=> string(19) "2008-08-04 01:00:00" ["post_content"]=> string(1190) "
Após descartar a possibilidade de modificação do hábito intestinal por motivos dietéticos ou metabólicos, através de história e exame físico adequados às queixas, devemos lançar mão de exames complementares. O exame de sangue oculto nas fezes demonstrou redução de mortalidade quando utilizado como rastreamento para pacientes acima de 50 anos. A retossigmoidoscopia está indicada em caso de anemia (principalmente normocítica/normocrômica) com os sintomas descritos e em caso de pesquisa de sangue oculto positiva. Em indivíduos com pólipos adenomatosos, recomenda-se repetir a colonoscopia 3 anos após a ressecção e, se esta for negativa, repetir a cada 5 anos. Indivíduos portadores de colite ulcerativa, polipose adenomatosa ou familiar se recomenda ‘screening’ com colonoscopia antes dos 50 anos de idade. Para indivíduos com história familiar de câncer de cólon em parentes de primeiro grau recomenda-se a realização de colonoscopia 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar. Lembrar: Dieta rica em fibras e adequada ingesta hídrica são indicações importantes para a saúde intestinal.      
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Com relação ao aconselhamento genético deve-se informar aos pais que a taxa de recorrência (outro filho com síndrome de Rett) é relativamente pequena comparada com outras síndromes genéticas, sendo de um caso em 300 novas gestações de mães com um filho prévio com a síndrome. (Grau C) A maioria das mutações encontradas na síndrome são mutações novas (de novo). Por este fato, o aconselhamento genético não é mandatório. Deve-se particularizar a discussão de cada caso com os pais e tomada a decisão em conjunto. Se tiverem interesse em fazer esta avaliação, o paciente com a síndrome deverá ser encaminhado a um serviço de genética médica para detecção do tipo de mutação que possui e dependendo o tipo (maior ou menor chance de transmissão parental) será feita a avaliação dos pais. Em pais que possuem a mutação, pode-se optar por um rastreamento pré-natal de novas gestações. (Grau D) Com relação ao manejo adequado da síndrome, este deve ser individualizado para cada paciente, focando-se no controle das crises convulsivas com medicação anticonvulsivante. Um acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo entre outros, traz benefícios com relação às habilidades gerais do paciente. (Grau D) Algumas medicações têm-se mostrado benéficas no manejo dos pacientes com a Síndrome, como a melatonina para os distúrbios do sono, L-carnitina para o bem-estar geral e drogas como o topiramato para controle tanto dos distúrbios respiratórios, quanto das convulsões. (Grau C) Pacientes com a Síndrome de Rett tem maior chance de morte súbita devido a arritmias associadas com o prolongamento do intervalo QT, então medicações com efeitos sobre o QT devem ser evitadas como procinéticos (p.ex. cisaprida), antipisicóticos (ex. tioridazida-Melleril®), antidepressivos tricíclicos (ex. imipramina), anti-arrítmicos (ex. quinidina, sotalol, amiodarona), anestésicos (ex. tiopental e succinilcolina), antibióticos (ex. eritromicina e cetoconazol). (Grau C) Deve-se atentar para a escoliose que está presente em 87% dos pacientes aos 25 anos de idade e que pode tornar-se um problema para a adequada expansão pulmonar. Eventualmente, dependendo do grau de escoliose há necessidade de cirurgia corretiva. (Grau D)    
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SOF - Tipos de Profissional

Médico

Informações sobre aconselhamento genético, acompanhamento e prognóstico de paciente com Síndrome de Rett

Com relação ao aconselhamento genético deve-se informar aos pais que a taxa de recorrência (outro filho com síndrome de Rett) é relativamente pequena comparada com outras síndromes genéticas, sendo de um caso em 300 novas gestações de mães com um filho prévio com a síndrome. (Grau C) A maioria das mutações encontradas na síndrome são […]

Qual o melhor corticóide inalatório para uso em crianças com asma?

Existem numerosos estudos na literatura científica utilizando a beclometasona como corticóide inalatório na asma, inclusive com estudos que corroboram o uso desta medicação como corticóide de escolha para prevenção de crises em pacientes de países em desenvolvimento, por ser uma medicação barata e efetiva. A budesonida e a fluticasona, embora mais caras, têm potência tópica […]

Qual medicação usar em pacientes diabéticos tipo 2, usando metformina + glimepirida em dose máxima, sem controle adequado da glicemia? Deve ser iniciada a insulinoterapia?

Não encontramos uma comparação entre troca de fármacos, associação de novos fármacos e início de insulinoterapia. Entretanto alguns artigos de boa qualidade encontrados podem ser úteis na resolução da dúvida. Sabe-se que a maioria dos pacientes em uso de hipoglicemiantes orais ao longo de um período variável de tempo irá evoluir para o uso de […]

Qual é o tratamento atual da fimose no lactente?

O menino, ao nascer, em geral tem o prepúcio aderido à glande. Aos 6 meses espera-se que 20% deles possam ter seu prepúcio totalmente retraído, 50% aos 12 meses e 90% aos 3 anos. Até os 3 anos deve-se indicar a correta higiene local para evitar infecções locais. A partir dos 3 anos de idade […]

Como verificar a etiologia emocional para enurese noturna em crianças?

É importante conceituarmos que a doença enurese noturna só pode ser diagnosticada a partir dos 5 anos de idade. Antes disso, pode-se aceitar como normal a perda urinária noturna em crianças que se encontram em fase de aquisição do completo controle miccional. Além disso, devido a uma melhora espontânea anual de cerca de 15% dos […]

Qual o método mais adequado e com menor risco de intercorrências para remover o cerume auricular do paciente?

Apesar de haver consenso entre os especialistas de que a lavagem otológica com seringa é efetiva na remoção do tampão de cerúmen, não foram encontrados Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) que comparassem lavagem otológica com o não tratamento (apenas observação clínica dos pacientes) ou com o uso de “amolecedores” de forma isolada. Ressalta-se que as complicações […]

Rastreamento para câncer colorretal: solicitar ou não pesquisa de sangue oculto nas fezes?

Uma revisão sistemática de Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) (Grau A) demonstrou que a realização de pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente ou a cada dois anos, seguida de investigação complementar nos casos de resultado positivo, diminuiu as taxas de mortalidade por câncer colo retal quando comparadas a não realização do “screening” após 18 anos […]

Os leites industrializados ‘maternizados’ são melhores do que o leite de vaca para crianças até 1 ano se não levarmos em conta seu custo?

O uso de fórmulas de leite de vaca modificado (NAN) em crianças desmamadas entre 6 meses e um ano parece ser melhor, principalmente naquelas crianças com alto risco para desenvolvimento de sintomas atópicos (história materna, paterna ou de ambos). O estímulo à manutenção da amamentação com leite materno está entre as práticas mais custo-efetivas para […]

Há benefício em usar antibiótico como profilaxia de complicações bacterianas como pneumonias, nos casos de infecções respiratórias de etiologia viral?

Não foram encontradas bibliografias que tratem exclusivamente do uso de antibióticos como profilaxia para complicações bacterianas no caso de infecções respiratórias virais. No entanto uma revisão sistemática demonstrou que existe evidência insuficiente quanto ao benefício do uso de antibioticoterapia para infecções do trato respiratório superior do tipo resfriado comum em crianças ou adultos. Além disso […]

Qual a conduta a tomar para pacientes com constipação sem modificações na dieta?

Após descartar a possibilidade de modificação do hábito intestinal por motivos dietéticos ou metabólicos, através de história e exame físico adequados às queixas, devemos lançar mão de exames complementares. O exame de sangue oculto nas fezes demonstrou redução de mortalidade quando utilizado como rastreamento para pacientes acima de 50 anos. A retossigmoidoscopia está indicada em […]