A Clorexidina é eficaz para diminuir a carga viral no pré-tratamento odontológico?

Algumas evidências apontam que o bochecho pré-operatório com substâncias antimicrobianas, como o digluconato de clorexidina,pode reduzir o número de micróbios na cavidade bucal(1).

E pode ser um importante adjuvante no pré-tratamento odontológico.

Entretanto, não há evidência suficiente para confirmar a eficácia destes bochechos para diminuir a carga viral do novo coronavírus(SARS-CoV-2), uma vez que os estudos encontrados sobre o tema(2,3) utilizaram o digluconato de clorexidina na desinfecção de superfícies inanimadas, em concentrações baixíssimas (0,02%), contra o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV) e outros coronavírus (MERS-CoV e H-CoV), mas não na forma de soluções para bochechos, onde as concentrações disponíveis no mercado são de 0,12 a 0,2%.

Sobre a efetividade da clorexidina na forma de solução para bochechos, um estudo testou este agente antimicrobiano contra o SARS-CoV-2 e demonstrou que soluções de 0,05% de clorexidina são igualmente efetivas ao álcool etílico a 70% e ao iodopovidona a 7,5% na desinfecção de superfícies após o tempo de exposição de 5 minutos(4).   Por outro lato, até o momento, nenhum estudo comprovou a ineficácia da clorexidina na forma de solução para bochechos contra o novo coronavírus,e as soluções para bochecho deste antimicrobiano disponíveis no mercado são duas a quatro vezes mais concentradas que a de 0,05%.