Como é calculada a idade gestacional e a data provável do parto, considerando a DUM?

A data da última menstruação (DUM) corresponde ao primeiro dia de sangramento do último ciclo menstrual referido pela mulher. Trata-se de uma data que precede a concepção. Este tempo de início, que geralmente é de aproximadamente 2
semanas antes da ovulação e fertilização, tem sido tradicionalmente usado porque a maioria das mulheres conhece seu último período aproximado 1.

A idade gestacional é calculada considerando o tempo transcorrido a partir da DUM. Na caderneta da gestante, você poderá observar que a cada consulta esse intervalo é calculado, sendo o número de dias do intervalo entre a DUM e a data da avaliação divido por sete (resultado em semanas) 1. A data provável do parto considera uma gravidez a termo que tem uma duração aproximada de 280 dias (ou 40 semanas) entre a DUM e o nascimento 1. É importante ressaltar que, mesmo que a data da última menstruação seja recordada, ainda há a possibilidade de imprecisão, devido à variabilidade do comprimento do ciclo menstrual entre as mulheres. O Ministério da Saúde, através do Caderno de atenção Básica Nº 32 orienta, porém, que quando a data da última menstruação (DUM) é conhecida e certa, deve ser o método de escolha para se calcular a idade gestacional em mulheres com ciclos menstruais regulares e sem uso de métodos anticoncepcionais hormonais 1. Se disponíveis, as idades gestacionais calculadas a partir da DUM e da ultrassonografia do primeiro trimestre são comparadas, e a idade gestacional e data provável do parto a partir dos dois métodos devem ser registradas e discutidas com o paciente. Leitura Complementar: Quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico de gravidez, melhor será o acompanhamento do desenvolvimento do bebê e das alterações que ocorrem no corpo da mulher. Possibilita prevenir, identificar precocemente e tratar os problemas que possam afetar a saúde do bebê a da mulher. Além do atraso menstrual, são sintomas sugestivos de gravidez: peitos doloridos e aumentados, enjoos, tonturas e sonolência. Deve-se explicar à gestante a importância de fazer o pré-natal, orientando-a a procurar a Unidade Básica de Saúde para início das consultas o mais brevemente possível 2.

Bibliografia Selecionada

1.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012. 318 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n° 32). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf 2.Brasil. Ministério da Saúde. Guia prático do agente comunitário de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/guia_acs.pdf