A drenagem linfática manual tem resultados positivos no edema crônico associado a comprometimento linfático após erisipela de repetição?

De acordo com a Sociedade Internacional de Linfologia nenhum método de tratamento para linfedema apresentou meta-análise satisfatória1. Além de serem escassas as evidências em relação à drenagem linfática manual (DLM)2 elas se concentram no linfedema secundário a neoplasia, em particular a de mama. Há ensaios clínicos que mostram possível efeito positivo, principalmente quando a DLM é associada a medidas compressivas 3-7. Contudo, mesmo nessas situações ainda há muito a ser estudado, pois os estudos são geralmente pequenos e com potenciais vieses7.

  A DLM é uma massagem terapêutica que tem por objetivo aumentar o transporte linfático e remover manualmente o excesso de fluido intersticial com consequente diminuição de edemas e linfedemas, prevenção e melhoria de algumas de suas consequências. Além disso, a DLM aumenta a regeneração celular, estimula o sistema imunológico e favorece a abertura dos capilares linfáticos – aumentando a eliminação de resíduos provenientes do metabolismo celular. É importante lembrar as indicações e contraindicações da DLM. São indicações: circulação de retorno comprometida, tecido edemaciado, varizes; cicatrização; cansaço nas pernas; celulites; pré e pós cirurgias plásticas; linfedemas e relaxamento. Já as contraindicações incluem: câncer, tromboflebite, febre, hipertireoidismo, trombose, septicemia, gravidez de risco, hipertensão não controlada e reação inflamatória aguda12.