A farmacoterapia para tuberculose diminui a eficácia dos contraceptivos?

A farmacoterapia para a tuberculose (BK) pode interferir na eficácia dos anticoncepcionais, através da Rifampicina. (1,2,3)

O uso concomitantemente dos anticoncepcionais com a rifampicina exige uma mudança na dosagem do primeiro, porém o efeito final sobre a supressão da ovulação não foi esclarecido por falta de estudos. A eficácia dos anticoncepcionais estará reduzida caso seja utilizado pílula com < 50 µg de etinilestradiol. (2)

A rifampicina apresenta um grande número de interações medicamentosas sendo um potente indutor do sistema citocromo P450 (CYP450). Portanto, pode aumentar o metabolismo de vários fármacos que são metabolizados de forma parcial ou total pelo CYP450, quando administrados de maneira concomitante. Além disso, a rifampicina também induz a UDP-glicuroniltransferase, outra enzima implicada no metabolismo de diversos medicamentos que podem ter seus níveis plasmáticos reduzidos quando administrados em conjunto. (1,3) Além dos anticoncepcionais a rifampicina pode diminuir a concentração plasmática de: hipoglicemiantes orais ácido valproico, antidepressivos (nortriptilina, sertralina), barbitúricos, benzodiazepínicos, bloqueadores beta-adrenérgicos, cetoconazol, cloranfenicol, corticosteroides, ciclosporina, dapsona, digoxina, diltiazem, enalapril, fenitoína, fluconazol, haloperidol, itraconazol, macrolídeos, nifedipina, quinidina, rapamicina, sinvastatina, teofilina e verapamil. (1)  A Rifampicina também é utilizada no tratamento da Hanseníase.