A sinvastatina é a estatina mais adequada a ser empregada no SUS?

As estatinas (inibidores da HMG-CoA redutase) são os medicamentos de primeira linha para reduzir os níveis de LDL-Colesterol em adultos (18-55%). A ação é decorrente da inibição da HMG-CoA redutase, enzima responsável pela síntese do colesterol.
As estatinas também elevam o HDL-C de 5-15% e reduzem os triglicerídeos de 7-30%, podendo também ser utilizadas no tratamento das hipertrigliceridemias leves a moderadas.
As estatinas diminuem os eventos isquêmicos coronarianos, a necessidade de revascularização do miocárdio, a mortalidade por causas cardíacas e totais e os acidentes vasculares cerebrais.
O tratamento adequado deve atingir as metas de LDL-C propostas, utilizando as doses necessárias das estatinas: lovastatina 20-80 mg, sinvastatina 10-80 mg, pravastatina 20-40 mg, gluvastatina 10-80 mg e atorvastatina 10-80 mg.
O tratamento com as estatinas é considerado de primeira linha devido a sua efetividade, a aceitação pelos pacientes e a segurança fornecida pelo medicamento. O custo e custo-efetividade são importantes fatores no momento da escolha do tratamento, principalmente porque todos os tratamentos com estatinas são considerados caros.
Embora a fluvastatina seja usualmente o fármaco mais barato, segundo dados americanos, e a pravastatina e a sinvastatina os mais caros, muito dependerá das negociações locais entre laboratório e comprador, tornando as generalizações difíceis. Como a sinvastatina atualmente é um medicamento genérico, o custeio tornou-se bastante acessível.
Embora o maior problema do tratamento com as estatinas seja o custo, quando este é calculado com a redução dos eventos cardíacos, com a diminuição da perda de tempo de vida produtivo e com as mortes prematuras, evidencia-se uma relação custo-benefício bastante clara para que os gestores invistam na prevenção primária e secundária com estatinas.

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Bibliografia Selecionada

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