Como a Equipe de Saúde Bucal pode auxiliar no cumprimento da legislação que proíbe a venda de alimentos cariogênicos em cantinas escolares e proteger a saúde bucal das crianças?

A intersetorialidade entre as áreas de saúde e de educação na abordagem desse tema é fundamental. É preciso criar espaços de discussão (como os diversos segmentos da escola – associação de pais, professores, diretores, alunos – além dos conselhos de saúde, reuniões de equipe, conselho gestor, etc.) que possibilitem um entendimento sobre a regulamentação(1). O Programa Saúde do Escolar (PSE), é uma importante demanda de articulação entre escola e Unidade de Saúde(2).

Os professores são excelentes aliados, pois muitos promovem alimentação saudável em seu cotidiano e outros se sensibilizam quando percebem que este tema pode ser incluído em diversas atividades já realizadas. Um material educativo, produzido especialmente para o público escolar, pode ser muito válido neste processo. O diretor de escola também é um parceiro que precisa ser motivado(1).

É importante ressaltar que este planejamento integrado, envolvendo os agentes sociais dos setores de educação e de saúde, apresenta maiores chances de influenciar positivamente os fatores determinantes do processo saúde-doença bucal. A Equipe de Saúde Bucal tem melhores chances de influenciar os hábitos dietéticos das crianças por meio de alianças com os professores e com os pais, visando melhorar a qualidade da alimentação oferecida na escola e em casa, do que persuadindo os indivíduos de modo direto a comer menos açúcar(3). Atributos da APS Orientação familiar: As necessidades para a atenção integral devem levar em conta o contexto familiar, suas limitações e possibilidades. E mesmo diante de recursos escassos a família tem suas alternativas para perceber e resolver problemas.