Como é feito o diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV?

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, as amostras de soro ou plasma devem inicialmente ser submetidas a um imunoensaio, denominado Elisa (“teste 1″ – capaz de identificar tanto anti-HIV-1 quanto anti-HIV-2), na etapa denominada triagem sorológica.
As amostras com resultados não-reagentes no “teste 1″ serão definidas como “amostra negativa para HIV”. Nesse caso, o diagnóstico da infecção é concluído, não havendo a necessidade de realização de nenhum teste adicional.
As amostras com resultados reagentes ou inconclusivos nesse primeiro imunoensaio deverão ser submetidas a uma etapa de confirmação sorológica, composta de um segundo imunoensaio (diferente do primeiro na sua constituição antigênica ou princípio metodológico) e testes confirmatórios, tais como a imunofluorescência indireta, imunoblot ou western blot.
Diante de um resultado positivo, após a etapa de confirmação sorológica, os laboratórios devem solicitar uma nova amostra do paciente, a fim de conferir seu estado sorológico. Preferencialmente 30 dias após a emissão do resultado referente à primeira amostra.
Diante de resultados discordantes entre métodos diferentes, é necessária a realização de Western blot.

 

Pode-se encontrar o “Fluxograma para detecção de anticorpos anti-HIV em indivíduos com idade acima de dois anos (recomendado acima de 18 meses)‘ no site:  http://www.aids.gov.br/data/documents/storedDocuments/%7BB8EF5DAF-23AE-4891-AD36-1903553A3174%7D/%7B3947EFDF-4C7F-41BF-A04A-720825515A27%7D/cartaz_fluxograma.pdf

Bibliografia Selecionada

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Recomendações para terapia anti-retroviral em adultos e adolescenes infectados pelo HIV 2007/2008 – Documento preliminar. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/recomendacao_terapia.pdf. Acesso em: 7 agosto 2009.