Como podemos proceder na unidade frente a um diagnóstico de ectopia de colo de útero?

Um teste de Schiller positivo não indica obrigatoriamente a presença de ‘lesão suspeita’. O importante é saber que tipo de imagem colposcópica está presente na área não corada. Pacientes que apresentem ectopia devem ser encaminhadas para avaliação médica na Unidade de Saúde, pois caso haja presença de infecção a mesma deve ser tratada e o teste de Schiller repetido após tratamento. Além disso, o médico da Unidade poderá julgar a necessidade de encaminhamento imediato para o especialista focal (ginecologista) a fim de realizar colposcopia ou aguardar até que o resultado do CP chegue na Unidade de Saúde.
Quando houver áreas não coradas pelo lugol que não estejam em contiguidade com o orifício cervico-uterino e que não apresentem características clínicas de cistos de Naboth as pacientes devem ser encaminhadas para avaliação colposcópica.
Por vezes, quando se trata de mucosa vaginal atrófica, a coloração pode não ser uniforme, ou o colo adquire uma tonalidade mais fraca, até amarelada; nesse caso, o teste é normal, comumente designado como ‘iodo claro’. Cabe ressaltar que somente a área de mucosa escamosa deve ficar corada. Não se espera, portanto, que as zonas com epitélio glandular (endocervice, ectopia) fiquem coradas, bem como a zona de transformação epitelial, que pode adquirir coloração irregular.
O que pode ser feito na unidade: Diante do exposto, cabe ao enfermeiro trabalhar para o desenvolvimento de estratégias, a fim de que a mulher adote um comportamento de autocuidado. A comunicação, a perspicácia e a disponibilidade de tempo são de fundamental importância, durante a consulta de enfermagem ginecológica, com o intuito de propiciar uma maior empatia e confiança entre o profissional e o cliente, além de minimizar a ansiedade, a timidez e a vergonha, contribuindo para abordagens que proponham a prevenção do câncer ginecológico.