É necessário realizar profilaxia para leptospirose em caso de contato com urina de rato?

Não é necessário realizar quimioprofilaxia para leptospirose por ter havido contato com urina de rato. O que deve ser feito é manter-se o alerta para aparecimento de sintomas, de forma a permitir o diagnóstico precoce e tratamento oportuno.

A suspeita de casos de leptospirose deve ocorrer diante de febre, cefaleia e mialgia, que apresente pelo menos mais um dos seguintes critérios: Critério 1: antecedentes epidemiológicos sugestivos nos 30 dias anteriores à data de início dos sintomas: •exposição a enchentes, alagamentos, lama ou coleções hídricas •exposição a esgoto, fossas, lixo e entulho •atividades que envolvam risco ocupacional como coleta de lixo e de material para reciclagem, limpeza de córregos, trabalho em água ou esgoto, manejo de animais, agricultura em áreas alagadas •vínculo epidemiológico com um caso confirmado por critério laboratorial •residir ou trabalhar em áreas de risco para a leptospirose (áreas determinadas pela Vigilância Epidemiológica) Critério 2: pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: •sufusão conjuntival •sinais de insuficiência renal aguda (incluindo alterações no volume urinário) •icterícia e/ou aumento de bilirrubinas •fenômeno hemorrágico O tratamento da leptospirose baseia-se em antibioticoterapia e terapia de suporte. Os antibióticos utilizados são amoxicilina ou doxiciclina na fase inicial da doença. Já na fase tardia pode utilizar: penicilina G cristalina ou ampicilina ou ceftriaxona ou cefotaxima ou azitromicina. A terapia de suporte é repouso, uso de sintomáticos (evitando-se o uso de aspirina) e hidratação adequada, além de, quando necessário, manejo cardiorespiratório, renal e de hemorragias. Deve-se coletar exames para diagnóstico específico e realizar avaliações períodicas.