É possível fracionar a ativação do glutaraldeído? Qual a capacidade de desinfecção e esterilização do material que ficou para depois ser ativado? O glutaraldeído ativado tem a mesma efetividade?

Não foram encontradas evidências que comprovem a efetividade do glutaraldeído quando realizada ativação fracionada. O Glutaraldeído é um agente desinfetante bactericida que apresenta rápida e efetiva ação contra bactérias gram-positivas e gram-negativas. É eficaz contra Mycobacterium tuberculosis, alguns fungos e vírus, incluindo os da hepatite B e HIV.
É lentamente efetivo contra esporos. Uma solução apresenta atividade ótima em pH entre 7,5 e 8,5, sendo quimicamente estáveis por 14 dias. Soluções com valores de pH menores são mais estáveis (Drugdex, 2007).
A solução é acompanhada pelo agente alcalinizante ou pó ativador, que elevará o pH da solução para 7,5-8,5, sendo as soluções neutras ou alcalinas possuem ação microbicida e anti-corrosiva superiores quando comparadas às ácidas Após mistura e completa homogeneização obtém-se as soluções ativadas, cujos prazos de validade, conforme orientação de cada fabricante, é de 14 ou de 28 dias. Essas soluções apresentam coloração esverdeada.
Atenção! Essa validade é para o produto em sua embalagem original (ausência de material orgânico, fechado na embalagem original, sem contato direto com o ar atmosférico ou luz). (b) A atividade antimicrobiana do glutaraldeído não depende exclusivamente de tempo de validade da solução descrito pelo fabricante, mas também de suas condições de uso, como diluição e teor de material orgânico.
Assim, não há relatos na literatura que indiquem o fracionamento da ativação do glutaraldeído, bem como que garantam a mesma capacidade de desinfecção e esterilização desta substância. Recomenda-se seguir as normas do fabricante.

 

Bibliografia Selecionada

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Informe técnico No 04/07 de março de 2007. Glutaraldeído em estabelecimentos de assistência à saúde: fundamentos para a utilização [Internet]. Brasília: ANVISA; 2007 [citado 2010 Jan 28]. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/Alertas/informe_tecnico_04.pdf Acesso em: 29 janeiro 2010.