Existe diferença de eficácia entre as vacinas ministradas na rede particular de assistência com as ministradas na rede pública?

Não há nenhuma evidência que aponte diferença de eficácia entre as vacinas dos setores público e privado. Para uma vacina ser ministrada ela passa pela aprovação de diversos orgãos, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que se baseia em estudos para garantir sua eficácia. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização(1), a metodologia científica que envolve os testes clínicos para licenciamento das vacinas gera toda a confiabilidade nos dados para garantir a informação correta acerca da eficácia e segurança do produto em questão.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) promovido pelo Ministério da Saúde do Brasil é considerado um dos melhores do mundo(4). As vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são as incluídas no Calendário Nacional de Vacinação. São gratuitas e estão disponíveis para todos os bebês e crianças brasileiras (3). A tarefa de qualquer governo, mesmo dos países mais ricos, não é oferecer gratuitamente todas as vacinas existentes, seja por questões econômicas, de produção e abastecimento(2) ou de efetividade. Os países realizam estudos de custo-efetividade e custo-benefício para identificar quais vacinas representam maior impacto do ponto de vista da Saúde Pública e qual é a parcela da população que mais adoece com risco aumentado de gravidade. Quando indicadas, é preciso garantir o fornecimento contínuo da vacina de modo a alcançar as metas de cobertura vacinal (número de pessoas protegidas).