Há interferência da nova vacina dTpa no ciclo gestacional?

A vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto), é uma vacina inativada, contra difteria, tétano e coqueluche, sem evidências de riscos para a gestante e o feto É utilizada para reduzir os problemas causados pela doença nos recém-nascidos. Essa vacina foi introduzida no Programa Nacional de Imunização a partir de novembro de 2014.
De acordo com dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2011, aproximadamente 70% dos casos de coqueluche foram em menores de um ano, com 92% desses casos, ocorrendo em menores de sete meses de idade. Diante disso, o Ministério da Saúde (MS) incluiu esse imunobiológico no calendário vacinal da gestante.
O objetivo da vacinação da gestante é diminuir a transmissão da coqueluche da mãe para o recém-nascido após o parto e a proteção do recém-nascido, por intermédio dos anticorpos maternos via transplacentária.

A aplicação deve ser feita, preferencialmente, entre a 27ª e 36ª semana de gestação, pois se trata do período que confere maior proteção ao feto, com efetividade estimada em 91%. Porém, ela pode ser administrada até 20 dias antes da data provável do parto. Ela passa a ser oferecida na gravidez, juntamente com as vacinas de influenza, dupla adulto e hepatite B. A orientação do MS é que as gestantes que nunca receberam a dT (difteria e tétano), sejam vacinadas com duas doses (com intervalo mínimo de 30 dias entre elas) e complementar com a dose de dTpa. Se já foi feita uma dose da dT antes da gestação, recomenda-se o reforço com uma dose de dT e outra de dTpa. Se a gestante já possui duas ou mais doses de dT, recomenda-se a aplicação da dTpa. As gestantes devem receber uma dose da dTpa em cada gestação, independente de terem sido vacinadas anteriormente.