O que é pericoronarite? É necessária a exodontia?

A pericoronarite é um processo infeccioso agudo caracterizado por inflamação do tecido gengival que recobre parcialmente um dente retido1,2. Os terceiros molares inferiores são os dentes mais comumente afetados1,3.

O tratamento inicial se dá com o uso de medicações analgésicas para alívio da dor e bochechos antissépticos com clorexidina a 0,12% e, em casos mais graves, os antibióticos podem ser utilizados1,2,3,4. Em alguns casos, a extração dentária é indicada1,2, entretanto, a necessidade de extração deve ser avaliada pelo cirurgião-dentista, assim como a prescrição das medicações.

Nos casos de pericoronarite, ocorre acúmulo de alimentos entre a gengiva e o dente, proporcionando o crescimento bacteriano na região. Clinicamente, o tecido gengival se torna inflamado, avermelhado e muito doloroso, podendo estar ferido devido a traumas oclusais durante a mastigação1,2. Com o aumento da inflamação, a pericoronarite pode se tornar mais grave, podendo levar ao desenvolvimento de otalgias (dor de ouvido), disfagia (dificuldade de engolir), halitose, linfadenopatia cervical e trismo (que é uma contração involuntária dos músculos da face, dificultando a abertura da boca)2,4. Atributos da APS O paciente com pericoronarite deve ser encaminhado ao cirurgião-dentista para avaliação do caso e definição do melhor tratamento a ser seguido. Se necessário o paciente deverá ser encaminhado a profissionais especialistas para o procedimento cirúrgico. Facilitar o acesso do paciente ao serviço de saúde, oferecer um tratamento integral e de qualidade, bem como promover educação em saúde  ao paciente com pericoronarite deve ser uma prioridade do profissional que atua na Atenção Primária á Saúde.