O que é Psoríase Inversa?

A psoríase inversa é uma forma rara de psoríase que afeta entre 3% e 7% dos pacientes com psoríase (1). Atinge principalmente áreas úmidas, menos visíveis (2,3). Caracteriza-se por lesões nas grandes pregas cutâneas, em particular nas regiões inframamária, interglútea, perineal e axilar, que são eritematosas, brilhantes e com pouca ou nenhuma descamação (4).

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele envolvendo a epiderme. É caracterizada por placas eritematosas escamosas e comprometimento de diferentes zonas do corpo, geralmente com prurido, e tem um impacto negativo significativo na qualidade de vida. A prevalência mundial de psoríase é estimada em 2% (1). Uma revisão sistemática de estudos internacionais baseados na população encontrou grande variação na prevalência global de psoríase. A prevalência de psoríase em adultos variou de 0,91 a 8,5 por cento, e a prevalência da doença em crianças variou de 0 a 2,1 por cento. A prevalência da doença tende a aumentar com o aumento da distância do equador (5). Não existe uma predileção clara de gênero para a psoríase. Embora a psoríase possa começar a qualquer idade, a doença é menos comum em crianças do que em adultos. Parece haver dois picos para a idade de início: um entre as idades de 30 e 39 anos e outro entre as idades de 50 e 69 anos (5). A psoríase inversa, também conhecida como psoríase intertriginosa ou com dobra da pele, é uma forma de psoríase que se apresenta como placas eritematosas com mácula ou não descamação nas dobras de flexão da pele (1). O quadro pode agravar em pessoas obesas ou quando há sudorese excessiva e atrito na região (3). Contudo é importante deixar claro para os pacientes e seus familiares que essa não é uma doença contagiosa, ou seja, que compartilhar talheres, pratos, copos, dormir na mesma cama ou usar as mesmas roupas, beijar etc. não transmite a doença. Há uma hipótese de que essa doença seja mais comum entre os que têm familiares já portadores, ou seja, a genética sim é fator importante para psoríase (6,7). A multiplicidade de fatores desencadeantes faz de sua abordagem terapêutica uma das tarefas mais difíceis, por isso esses pacientes devem ser sempre avaliados, acompanhados e tratados por médicos (6,7). Às orientações aos pacientes e familiares deve-se explicar que a doença é recorrente, ou seja, que o paciente pode não apresentar nenhum sinal ou sintoma e a partir de um fator desencadeante como stress, alteração emocional, infecção ou trauma voltar a apresentar as lesões. De acordo com especialistas a exposição aos raios solares traz benefícios a grande maioria dos pacientes, portanto pode-se orientar que os pacientes se exponham ao sol, mas sempre lembrar dos horários prejudiciais à saúde, da proteção com filtro solar e da necessidade de avaliação médica do caso (6,7). Atributos Por fim, ressaltamos a importância do trabalho em equipe junto a esses pacientes e as comunidades onde os mesmos estão inseridos. A equipe de saúde devem estar atentos e vigilantes em relação aos preconceitos sofridos por estes pacientes e aptos a fornecer orientações de que essa não é uma doença que se transmite pela saliva, suor e uso comum de utensílios domésticos (6,7).