O que são miomas e quais as suas causas e sintomas?

O mioma (ou leiomioma) é um tumor benigno que se forma a partir do músculo que reveste a parede do útero, chamado miométrio. Acomete aproximadamente 20 a 25% das mulheres, sendo mais frequente em negras, com histórico familiar da doença e sem filhos (1). Os miomas surgem e crescem dependendo dos hormônios femininos, que são produzidos durante o período fértil; por este motivo, o mais comum é que eles apareçam durante a vida adulta, entre a primeira menstruação e a menopausa (2). Raramente são únicos, e podem apresentar-se com tamanhos variáveis e em qualquer porção do útero. A classificação mais utilizada é a que se refere à sua localização na camada uterina; logo, eles podem ser: submucosos, intramurais, subserosos ou cervicais (1,3).

Causas Não se sabe com certeza o que está relacionado ao surgimento de miomas. Os principais fatores ligados ao seu aparecimento e crescimento são predisposição genética e influência do hormônio estrogênio (1). Sintomas A maioria das mulheres não sente qualquer incômodo, e muitas desconhecem que possuem miomas até passarem por exames de rotina ou engravidar (1,2,4). Os sintomas se relacionam com o número, tamanho e localização dos miomas (3). O mais frequente é o sangramento vaginal excessivo (em geral, com saída de coágulos), principalmente durante a menstruação, quadro que pode provocar anemia. Se os miomas crescem muito, podem comprimir a bexiga e o intestino, levando à incontinência urinária e à constipação intestinal, respectivamente. Cólicas menstruais, dor durante o ato sexual e dores pélvica ou lombar também podem ser causados por miomas (1-3), embora mais raramente (4). Dependendo da localização, o mioma também pode diminuir as chances de gravidez (2), principalmente quando há distorção da forma do útero pelo nódulo miomatoso. O diagnóstico de miomatose uterina se baseia na história clínica, no exame físico (exame ginecológico) e na ultrassonografia (1). É importante tranquilizar a paciente, enfatizando a benignidade do quadro (mioma não é câncer”) (4). Tratamento O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, este último sendo reservado para casos de miomas sintomáticos e nos assintomáticos de grandes proporções (Grau de recomendação D) (1). Nos casos em que há a necessidade de retirar o mioma, o médico analisará a idade e o desejo da paciente, além da quantidade, tamanho e localização dos nódulos.