O rastreômetro é um bom teste diagnóstico para HAS?

Num primeiro estudo de avaliação de teste diagnóstico obteve-se os seguintes resultados: sensibilidade (S) 96,7%; especificidade (E) 80,2%; valor preditivo positivo (VPP) 84% e valor preditivo negativo (VPN) 96,5% para o grupo de pacientes sem diagnóstico. No grupo dos pacientes hipertensos em tratamento os resultados foram: S = 98,7%; E=94,7%; VPP=96,2% e VPN=94,7%. Entretanto, este estudo foi realizado com o próprio inventor do método sendo o aferidor, o que por si só apresenta vieses importantes.
Outro estudo, um pouco melhor delineado utilizou dois estudantes de medicina suecos em estágio no Brasil, como aferidores e apesar de não apresentarem treinamento prévio, supõe-se que tenham alto nível cultural. Os resultados desse estudo foram: No grupo como um todo, a sensibilidade foi de 95,1%, a especificidade foi de 63,1%, o valor preditivo positivo foi de 62,4% e o valor preditivo negativo foi de 95,3%. O tratamento anti-hipertensivo afetou significativamente a especificidade, de 32,7%, em comparação com 77,8%, no grupo não medicado. Os dois operadores melhoraram seus resultados ao longo do tempo.
Conclusão dos autores: Este estudo sugere que a técnica do rastreômetro, como método de triagem para hipertensão, tem boa sensibilidade.
Quanto à especificidade, ela é aceitável se os pacientes não estiverem sob tratamento anti-hipertensivo regular. Nesse último caso, pode ser melhorada pela padronização adequada.
Não se encontrou estudos em que os agentes de saúde tenham sido os aferidores. No segundo artigo há uma ressalva para isso com a justificativa do Coren.
Foi testado em um município do interior do Rio Grande do Sul o treinamento dos ACSs para a aferição da Pressão arterial com ótimos resultados. Além disso, existe um aparelho eletrônico validado para uso em pesquisas que é fidedigno para a aferição da PA que é o OMRON.