Os leites industrializados ‘maternizados’ são melhores do que o leite de vaca para crianças até 1 ano se não levarmos em conta seu custo?

O uso de fórmulas de leite de vaca modificado (NAN) em crianças desmamadas entre 6 meses e um ano parece ser melhor, principalmente naquelas crianças com alto risco para desenvolvimento de sintomas atópicos (história materna, paterna ou de ambos).
O estímulo à manutenção da amamentação com leite materno está entre as práticas mais custo-efetivas para prevenção de doenças em crianças pequenas. Este estímulo deve ser iniciado durante o pré-natal.
Os estudos geralmente comparam a manifestação de sintomas alérgicos entre os grupos com aleitamento materno, NAN e leite de vaca integral. As crianças alimentadas exclusivamente com leite materno e aquelas alimentadas com leites modificados como o NAN (fórmulas) demoram mais tempo em apresentar sintomas atópicos do que aquelas em uso de leite de vaca integral. O leite de soja, também parece acelerar o aparecimento de sintomas atópicos.(Evidência Grau A)
Por esse motivo o departamento de gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de leite de vaca integral no primeiro ano de vida.

 

 

Bibliografia Selecionada

  1. Chandra RK, Hamed A. Cumulative incidence of atopic disorders in high risk infants fed whey hydrolysate, soy, and conventional cow milk formulas. Ann Allergy. 1991 Aug;67(2 Pt 1):129-32.
  2. Chandra RK. Five-year follow-up of high-risk infants with family history of allergy who were exclusively breast-fed or fed partial whey hydrolysate, soy, and conventional cow’s milk formulas. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 1997 Apr;24(4):380-8.
  3. Sociedade Brasileira de Pediatria. Reflexões sobre o consumo de leite de vaca integral pelo lactente: consenso do Departamento de Gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: Documento científico; 2003.
  4. Giugliani ERJ, Giugliani C. Alimentação da criança pequena In: Duncan et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: ArtMed; 2004.