Por que pacientes hipertensos e diabéticos são considerados grupos de risco para o COVID-19?

Pessoas com hipertensão e diabetes têm risco aumentado ao novo coronavírus, pois têm maior expressão de distúrbios metabólicos da doença de base. Em casos de diabetes mellitus, o maior risco é de complicação  pela infecção uma vez que afeta a imunidade. A baixa imunidade está ligada à elevação do açúcar no sangue e não à falta de produção de insulina. Contudo, o bom controle da glicose pode atenuar o risco de complicações na pessoa com diabetes. Até o momento, limitados estudos experimentais abordam diretamente o papel da hiperglicemia na patogênese e no prognóstico das doenças respiratórias virais. No entanto, foi demonstrado que níveis elevados de glicose no sangue podem aumentar diretamente as concentrações de glicose na secreção das vias aéreas.(1,2,3)

Em relação ao sistema cardiovascular, tanto a síndrome respiratória aguda grave quanto o novo coronavírus (SARS-CoV-2), infecta as células hospedeiras por meio de receptores ACE2, levando à pneumonia relacionada à doença por coronavírus (COVID-19), além de causar lesão miocárdica aguda e danos crônicos ao sistema cardiovascular. O vírus infecta o miocárdio e o sistema cardiovascular, gerando problemas decorrentes da inflamação e da infecção direta do vírus. O sistema cardiovascular é afetado e o paciente pode apresentar arritmias, miocardites, insuficiência cardíaca e isquemia miocárdica.(2,4)   As complicações mais graves estão ligadas ao pulmão e ao coração e, quando não há um funcionamento adequado da pressão arterial, bem como do próprio coração, o corpo tem mais dificuldades para vencer a doença.(2,4)