Quais as causas de aumento da ferritina sérica?

A ferritina sérica elevada é encontrada em um grande espectro de condições, tanto genéticas como adquiridas 3. Pode estar elevada em condições como hepatopatias, alcoolismo, malignidades, doenças infecciosas e inflamatórias (ex artrite reumatoide), hipertireoidismo, infarto agudo do miocárdio, doença renal avançada e sobrecarga de ferro (hemossiderose e hemocromatose)1,2.

A produção de ferritina e concentrações de ferritina no plasma são aumentadas na ausência de sobrecarga de ferro em certas doenças do fígado (incluindo hepatite crônica viral, doença alcoólica do fígado, e esteatose hepática não alcoólica) e por citoquinas inflamatórias (tais como interleucina-1 e fator de necrose do tumor), uma vez que a ferritina é um reagente de fase aguda. Assim, as doenças infecciosas e inflamatórias, síndrome metabólica (isto é, obesidade abdominal, dislipidemia, hipertensão, resistência à insulina), e a malignidade podem aumentar a concentração de ferritina no plasma4. Por esta razão, um diagnóstico preciso da hiperferritinemia requer uma investigação da história familiar e histórico médico pessoal, testes bioquímicos e, eventualmente, genéticos3. A ferritina é a mais importante proteína de reserva do ferro, encontrada em todas as células. A ferritina circulante reflete diretamente o nível de ferro estocado no organismo, sendo um dos parâmetros utilizados para diagnóstico diferencial da anemia ferropriva, detecção do excesso de ferro e avaliação do estado férrico (VR: 12 a 300 ng/mL) 1. A presença de uma ferritina> 200 a 300 ng / mL em homens ou> 150 a 200 ng / mL em mulheres é sugestiva da presença de sobrecarga de ferro [4]. Ferritina sérica elevada em associação com saturação de transferrina alta é geralmente um sinal de sobrecarga de ferro (hemossiderose e hemocromatose) 3. Um aumento moderado de ferritina sérica com saturação da transferrina normal / alta e acumulação leve / moderada do fígado de ferro pode ser comum em doenças hepáticas crônicas, como doença hepática alcoólica e hepatite viral crônica. Estas condições requerem atenção porque o ferro pode ampliar o efeito tóxico do álcool e vírus, acelerando a evolução para fibrose e cirrose 3. Entretanto, ela também é uma proteína de fase aguda e, junto com a transferrina e seu receptor, coordena a defesa celular contra o estresse oxidativo e a inflamação 1. Assim seus níveis podem variar ao longo do tempo e aumentam na presença de infecção e inflamação. Mas um nível normal de proteína C-reativa sugere que uma ferritina elevada não é devida à infecção ou inflamação 4. Na síndrome metabólica (combinação variável de hipertensão, diabetes, hipertrigliceridemia, obesidade, esteatose hepatite ou fígado gorduroso) elevação moderada da ferritina é comum, mas os níveis de ferritina normalmente são desproporcionalmente elevados em comparação com os estoques de ferro, enquanto a saturação de transferrina não está aumentada3.   Atributos da APS Pessoas com condições crônicas e com maiores riscos e vulnerabilidade devem ter acesso facilitado ou ampliado aos recursos e aos serviços das Unidades Básicas de Saúde.