Quais as interações medicamentosas entre Prolopa® (levodopa + benserazida) e Fenitoína?

A associação da Levodopa® (um dos componentes do medicamento Prolopa) e Fenitoina é considerada Risco C, com a indicação de monitorar a terapia devido as chances de aumento do risco de Síndrome neuroléptica maligna. A Prolopa® não interfere na ação da fenitoína, entretanto a fenitoina pode diminuir ou inibir o efeito terapêutico da Levodopa, tendo uma gravidade moderada(6). A conduta é monitorar a diminuição dos efeitos terapêuticos da Levodopa quando introduzida ou ajustadas doses da fenitoína ou aumento dos seus efeitos terapêuticos quando reduzidas ou retirada a fenitoína(6).
A levodopa é o medicamento de primeira escolha para o tratamento sintomático de parkinsonianos; melhora a deficiência motora (Grau A2)(1,2).
A fenitoína é uma droga antiepiléptica usada para reduzir a frequência de crises em pacientes com epilepsia (Grau A2)(3,4). A maioria dos pacientes em uso de medicação antiepilética podem apresentar necessidade de utilizar outras medicações ao longo dos anos. Dessa forma, o conhecimento das interações medicamentosas das drogas antiepilépticas é importante para a conduta ideal e adequada no tratamento das epilepsias e outras patologias associadas.

Interações medicamentosas clinicamente documentadas: FENITOÍNA(5,6) A feinitoina induz o metabolismo microssomal hepático de drogas, provendo alterações no metabolismo das seguintes medicações, quando usadas concomitantemente: Corticosteróides: Níveis séricos diminuídos de corticosteróides. Doxiciclina:  Níveis séricos diminuídos de doxiciclina. Metadona: Níveis séricos diminuídos de metadona; sintomas de abstinência. Mexiletina:  Níveis séricos diminuídos de mexiletina. Quinidina:  Níveis séricos diminuídos de quinidina. Teofilina:  Níveis séricos diminuídos de teofilina. Verapamil:  Aumento do metabolismo do verapamil; efeito reduzido do verapamil LEVODOPA(6) A levodopa é degradada no intestino antes de alcançar os locais de absorção. Os agentes que alteram a motilidade gastrintestinal podem afetar o grau de degradação intraluminal. O efeito antiparkinsoniano da levodopa está sujeito à inibição por outras drogas. Clonidina:  Inibe o efeito antiparkinsoniano. Fenitoína:  Inibe o efeito antiparkinsoniano, Fenotiazínicos:  Inibem o efeito antiparkinsoniano. Inibidores da monoaminooxidase:  Reação hipertensiva (a carbidopa evita a interação). Papaverina:  Inibe o efeito antiparkinsoniano. Piridoxina:  Inibe o efeito antiparkinsoniano (a carbidopa impede a interação). SOF Relacionadas:
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