Quais as medidas que devem ser adotadas para evitar a disseminação de casos de conjuntivite?

Alguns cuidados são importantes para evitar a contaminação e a disseminação da doença, dentre os quais1:
• Evitar aglomerações em locais fechados;
• Evitar frequentar piscinas de academias ou clubes;
• Evitar que crianças que estejam com conjuntivite frequente à escola durante a crise;
• Lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos;
• Não coçar os olhos;
• Dar preferência ao uso de toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos e despreze-as após o uso.
• Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto perdurar a crise;
• Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
• Procure atendimento médico para realizar o diagnóstico e iniciar a tratamento caso necessário (não se automedique).

Complementação Conjuntivite é a inflamação da mucosa conjuntival, caracterizada por dilatação vascular, infiltrado celular e exsudação. As causas mais comuns são a viral e a bacteriana2,3. A conjuntivite também pode ser resultante de contato ocular com substâncias químicas, como ácidos ou álcalis, colírios utilizados sem prescrição médica, alergia, soluções de lente de contato, frio, vento e mais raramente, traumatismo ocular3. É comum que esse tipo de afecção comece unilateralmente e depois progrida para ambos os olhos 3. Conjuntivite é a causa mais comum de doença conjuntival, bem como doença ocular mais comum e a causa mais frequente de “olho vermelho” (diagnósticos diferenciais de olho vermelho: úlcera de córnea, glaucoma agudo, uveíte anterior, hemograma subconjuntival, traumatismo) diagnosticada por médicos na atenção primária3. Na conjuntivite temos como queixas comuns hiperemia, prurido e sensação de corpo estranho, com secreção que varia de aquosa à hiperpurulenta, dependendo da etiologia2,3. A conjuntivite pode ser classificada de acordo com a apresentação em: hiperaguda (aparecimento em 12 horas), aguda (duração de até três semanas), crônica (além de três semanas) ou recorrente; e infecciosa ou não infecciosa, conforme a origem. Podemos ainda classificar a conjuntivite aguda em quatro tipos principais: bacteriana e viral (causas infecciosas) e alérgica e não alérgica (causas não infecciosas) 2,3. O tratamento é direcionado para a identificação do alergeno, de preferência retirando este do ambiente em que a pessoa vive 3. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Já, o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contraindicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro 4. Também se utilizam compressas geladas, lágrimas artificiais, vasoconstritores tópicos e anti-histamínicos como sintomáticos 3. Atributos da APS Os profissionais de saúde devem facilitar o acesso do paciente que esteja com conjuntivite ao serviço de saúde a fim de identificar precocemente as possíveis complicações e intervir em tempo oportuno. O paciente deve ser orientado quanto às medidas de precaução para evitar a contaminação e a disseminação da doença.