Quando indicar analgésicos não opióides de efeito anti-inflamatório em Odontologia?

Na Odontologia, os anti-inflamatórios não esteroides são indicados na resolução e tratamento da dor de carácter agudo. Auxilia também no tratamento da dor orofacial de natureza crônica, servindo como coadjuvantes no tratamento da doença periodontal, no tratamento da dor de origem endodôntica e na minimização da dor e do edema decorrente de procedimentos cirúrgicos oro-dentário(1).

Os principais analgésicos não opióides que possuem ação anti-inflamatória são os que reduzem a síntese de prostaglandinas (PG), mediante inibição das enzimas ciclooxigenase 1 (COX-1) e ciclooxigenase 2 (COX-2), ou seja, anti-inflamatórios não esteroides (AINES). Estes se dividem em inibidores não-seletivos para COX e seletivos para COX 2, e serão descritos abaixo(2): · Inibidores não-seletivos da COX: ácido acetilsalicílico, indometacina, ácido mefenâmico, cetorolaco, diclofenaco de sódio, aceclofenaco, ibuprofeno, naproxeno, flurbiprofeno, cetoprofeno, piroxicam, meloxicam, nimesulida, etodolaco · Inibidores seletivos para COX 2: rofecoxib, celecoxib, etoricoxib, valdecoxib Em tese, qualquer dos anti-inflamatórios pode ser utilizado no manejo da dor em odontologia. Ressaltando a importância dos conhecimentos básicos sobre a farmacodinâmica e farmacocinética do medicamento, a experiência e o contexto onde está inserido o prescritor para embasar sua decisão. São medicações prescritas com grande frequência, e como toda medicação devem ter analisados seus possíveis efeitos colaterais (dispepsia gástrica ou duodenal, ulceração, retenção de sódio e subsequente hipertensão, bem como aumento da incidência de eventos cardiovasculares) junto com os benefícios pretendidos. Devem ser usados nas menores doses efetivas e pelo menor tempo de tratamento possível(3). A utilização desses medicamentos na Odontologia é de curta duração, podendo ser utilizados de maneira preventiva para procedimentos eletivos ou por até três dias para tratamento antiflogístico. Sua prescrição deve ser realizada quando as manifestações clínicas superam os benefícios da regeneração tecidual determinados pela reação inflamatória(4).