Quais são as condutas com os filhos de pacientes diagnosticados com Hanseníase?

Considera-se como contato intra domiciliar toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido com o doente, nos últimos cinco anos, o qual se enquadra o filho de um paciente com hanseníase. Visando o diagnóstico precoce da doença, deve-se intensificar a busca ativa de doentes, através do exame de todos os contatos do caso diagnosticado, e das outras formas de detecção ativa.
Uma vez identificados, os contatos do portador de hanseníase devem ser submetidos ao exame dermato-neurológico. Os contatos cujo diagnóstico de hanseníase seja confirmado, devem receber o tratamento específico.
Os contatos sem diagnóstico de hanseníase devem receber informações sobre a doença e sobre a necessidade de ficarem atentos ao aparecimento de sinais e sintomas da hanseníase, devendo neste caso procurar a unidade de saúde.

Recomendações:
  • A aplicação de duas doses da vacina BCG-ID a todos os contatos intra domiciliares dos casos de hanseníase independentemente de ser em paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB);
  • a aplicação da 1a dose da vacina está condicionada na realização do exame dermato-neurológico;
  • na ocasião do exame dermato-neurológico o contato deve ser bem orientado ao período de incubação, transmissão, sinais e sintomas da hanseníase e retorno ao serviço, se necessário;
Recomenda-se a aplicação de duas doses da vacina BCG intra-dérmica. A aplicação da segunda dose da vacina deve ser feita a partir de 6 meses da aplicação da primeira dose. Se já existir a cicatriz por BCG-ID, esta deve ser considerada como a primeira dose, independentemente da época em que foi aplicada. Na dúvida, porém, deve-se aplicar as duas doses recomendadas.

Bibliografia Selecionada

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso [Internet]. – 8a ed. rev. Brasília : Ministério da Saúde; 2010 [citado 2014 Jan 10].  (Série B. Textos Básicos de Saúde). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf Acesso em: 18 jun 2014.