Quais são os critérios para realizar a retirada de corticoide inalatório em adultos com asma?

Pode ser considerada a redução de dose (mínima dose efetiva) do corticoide inalatório em pacientes com asma controlada por pelo menos três meses e desde que haja baixo risco de exacerbações e função pulmonar estável.
– Quando os pacientes estão utilizando corticoide inalatório isoladamente em doses médias ou altas, – uma redução de 50% da dose pode ser tentada a cada 3 meses;
– Quando o controle é alcançado com baixa dose de corticoide inalatório isolado, duas vezes ao dia, a dose em uso pode ser administrada uma vez ao dia.

Deve-se considerar suspensão do tratamento após controle por 6 a 12 meses, porém com reavaliações periódicas, pois cerca de 60% a 70% dos pacientes necessitam reintrodução do corticoide no futuro. É preciso escolher um momento oportuno para iniciar a redução de dose ou retirada do corticoide (sem infecções respiratórias, viagens, gestação) e garantir que o paciente tenha medicação de resgaste, caso seja necessário. - Entende-se por asma controlada a ausência dos seguintes fatores: - sintomas diurnos de asma mais de 2 vezes por semana; - uso de broncodilatador de demanda mais de 2 vezes por semana; despertar noturno por asma; - qualquer limitação de atividade diária por asma. São considerados fatores de risco para exacerbações as seguintes condições: - intubação por asma ou internação em UTI alguma vez na vida; - uma ou mais exacerbações graves nos últimos 12 meses; - sintomas não controlados; - uso de grande quantidade de broncodilatador de demanda (mais de 1 frasco ou 200 doses/mês); - uso inadequado de corticoides inalatórios: má aderência, técnica inalatória incorreta; - baixa função pulmonar, especialmente FEV1 abaixo de 60%; - problemas psicológicos ou socioeconômicos importantes; - exposição ao tabaco ou alérgenos, se paciente sensibilizado; - comorbidades (obesidade, rinossinusite, alergia alimentar comprovada); - eosinofilia no escarro.