Quais fatores de risco para ocorrência de parestesia do nervo alveolar inferior durante a remoção de molares inferiores que estejam em íntimo contato com o canal mandibular?

Os fatores de risco à ocorrência de parestesia do nervo alveolar inferior são: a idade avançada do paciente, a dificuldade operatória do caso e a proximidade entre o terceiro molar inferior e o canal mandibular.

Essa proximidade poderá ser prevista por três sinais radiográficos: desvio do canal em direção aos ápices radiculares, presença de um escurecimento na região das raízes e interrupção da lâmina dura desses dentes.(1,2) É de extrema importância o conhecimento da anatomia, durante o planejamento do ato cirúrgico para remoção dos molares inferiores, sendo fundamental saber que o nervo alveolar inferior após se ramificar do nervo mandibular, logo abaixo do forame oval, passa entre os músculos pterigóideo medial e lateral e penetra no forame mandibular, com a artéria e veia que o acompanham, imediatamente lateral ao músculo pterigóideo medial e ligamento esfenomandibular. Percorrendo o canal mandibular o nervo supre a polpa de todos os dentes de seu lado e a parte do ligamento periodontal, inervando ainda o lábio inferior e pele do mento através do ramo mentoniano(3,4). Desde a ramificação do nervo mandibular até a entrada do forame mandibular a incidência de variação em seu trajeto é relativamente pequena, em torno de 10%.(3,5) É muito importante a avaliação de uma radiografia panorâmica prévia à cirurgia, para que se determine a posição dos molares inferiores com relação ao canal mandibular e de uma tomografia computadorizada, para os casos em que essa relação mostrar-se próxima(1,6). Além disso, no caso da necessidade de osteotomia deve ser feita sempre com um amplo campo de visão, com brocas em alta rotação e abundante refrigeração.(1,7)