Quais são os sinais e sintomas da Influenza A (H1N1), seus riscos e complicações? Como preveni-la?

Os sinais e sintomas da gripe causada pelo vírus Influenza A (H1N1) são muito semelhantes aos da gripe causada por outros tipos de Influenza. Caracteriza-se por ser um quadro de infecção aguda das vias aéreas que cursa com quadro febril (temperatura ≥ 37,8°C), com a curva térmica usualmente declinando após dois ou três dias e normalizando em torno do sexto dia de evolução. A febre geralmente é mais acentuada em crianças. Os demais sinais e sintomas são habitualmente de aparecimento súbito, como: calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia, tosse seca. Podem ainda estar presentes: diarreia, vômitos, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival (1).
As queixas respiratórias, com exceção da tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se, em geral, por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. Rouquidão e gânglios cervicais aumentados são mais comuns em crianças. A tosse, a fadiga e o mal-estar frequentemente persistem por um período de uma a duas semanas e raramente podem perdurar por mais de seis semanas (1).
As complicações mais comuns são: pneumonia bacteriana e por outros vírus, sinusite, otite, desidratação, piora de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, asma ou diabetes. Pneumonia primária por influenza é uma outra complicação que pode ocorrer predominantemente em pessoas com doenças cardiovasculares (especialmente doença reumática) ou em mulheres grávidas (1).

Complementação A influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País. É uma doença transmitida de pessoa a pessoa através de secreções respiratórias, principalmente por meio da tosse ou espirro de pessoas infectadas. O período de incubação da influenza dura de um a quatro dias. A transmissibilidade em adultos ocorre principalmente 24 horas antes do início dos sintomas e dura até três dias após o final da febre. Nas crianças pode durar em média dez dias, podendo se prolongar por mais tempo em pacientes imunossuprimidos (1). A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas, conforme dito anteriormente (1). Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à influenza. A melhor maneira de se prevenir contra a doença, é vacinar-se anualmente (1). A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza, reduzindo o agravamento da doença. A estratégia de vacinação na rede pública de saúde foi sendo ampliada e, atualmente, a vacinação é indicada para indivíduos com 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, povos indígenas, crianças com idade de 6 meses a menor de 5 anos, profissionais de saúde, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, gestantes e puérperas (1). Condições e fatores de risco para complicações por influenza (1):
  • Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal).
  • Adultos ≥ 60 anos.
  • Crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade).
  • População indígena aldeada.
  • Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (AAS).
  • Indivíduos que apresentem:
  • Pneumopatias (incluindo asma).
  • Pacientes com tuberculose de todas as formas (há evidências de maior complicação e possibilidade de reativação).
  • Cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica).
  • Nefropatias.
  • Hepatopatias.
  • Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme).
  • Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus).
  • Transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE ou doenças neuromusculares).
  • Imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/aids ou outros.
  • Obesidade (especialmente aqueles com índice de massa corporal – IMC ≥ 40 em adultos).
Educação Permanente Medidas para prevenir a transmissão da influenza e outra doenças respiratórias (1):
  • Frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento.
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal.
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
  • Manter os ambientes bem ventilados.
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de influenza.
  • Evitar sair de casa em período de transmissão da doença.
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados).
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.
  • Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar a febre.
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