Quais são os tratamentos indicados para disacusia neurossensorial bilateral?

Praticamente inexistem artigos com evidência cientifica para esta solicitação, portanto buscamos na literatura as formas mais indicadas, na opinião de especialistas focais, de tratamento para esta doença.

Há duas possibilidades de tratamento, ambas deverão ser indicadas por um médico.

O tratamento medicamentoso que consiste na administração de corticosteróide (prednisona 1mg/kg/dia) e deve ser substituída por outras drogas imunossupressoras (ciclofosfamida ou metrotrexate) de acordo com a evolução clínica e/ou audiométrica. Os resultados à terapia imunossupressora são definidos como uma resposta sustentada de quatro semanas que apresenta melhora na média de tons puros de 15 dB NA ou mais, melhora no índice de discriminação vocal em 20% ou mais, ou estabilização da audição com melhora completa da vertigem.

Atualmente, a cirurgia de implante coclear é o único tratamento eficaz em casos de surdez profunda bilateral em crianças e adultos. O paciente deve apresentar perda auditiva sensorioneural, severa ou profunda e bilateral de 90 dB ou maior em 500, 1000, 2000 Hz, expressa em decibéis (dB) com referência aos limiares normais. O candidato deve obter um resultado de 30% ou menor no teste de reconhecimento de sentenças sob melhores condições de ajuda com aparelho de amplificação sonora (AASI). O Implante Coclear em adultos deverá seguir os seguintes critérios de indicação:
a – pessoas com surdez neuro-sensorial profunda bilateral com código lingüístico estabelecido (casos de surdez pós-lingual ou de surdez pré-lingual, adequadamente reabilitados);
b – ausência de benefício com prótese auditiva (menos de 30% de discriminação vocal em teste com sentenças);
c – adequação psicológica e motivação para o uso de implante coclear.

Salientamos que essa doença deve ser acompanhada conjuntamente por especialista focal (otorrinolaringologista), pois é necessário monitoramento da evolução da doença e tratamento.

 

 

Bibliografia Selecionada

  1. Chynn EW, Jakobiec FA. Cogan’s syndrome: ophthalmic, audiovestibular, and systemic manifestations and therapy. Int Ophthalmol Clin. 1996 Winter;36(1):61-72.
  2. Penido NO, Aumond MD, Leonhardt FD, Abreu CEC, Toledo RN. Disacusia neurossensorial imunomediada. Rev Bras Otorrinolaringol [Internet]. 2002 Set-Out [citado 2008 Ago 22];68(5):730-4. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rboto/v68n5/a20v68n5.pdf. Acesso em: 06 maio 2015